Este blog é dedicado para os amantes das diversas coisas, entre elas, Palavras, Sonhos, Teorias, Conspirações, Livros e Músicas. Sei que há muitas pessoas assim. Meu desafio (e da minha equipe) será encontrá-las.
Postaremos aqui as mais diversas coisas, mas sempre com um curto parecer sobre o que foi postado. Boa leitura.
E há algum tempo atrás eu acho que eu poderia ter dito "Boa noite, pessoal!" antes de começar a postagem, mas é porque eu estou ouvindo The Who agora e... Bem, é The Who. Boa noite, pessoal! A piada do título foi infame e batida, mas eu me divirto tanto... :)
E uma das melhores músicas deles é a classicíssima Won't Get Fooled Again. É a música tema de algum dos CSI, acho que é do Miami. Mas não importa, o que importa é o quão linda e perfeita e correta é a letra. A tradução tá embaixo. Selecionei algumas partes. Dizem que para bom entendedor, meia palavra basta.
Won't Get Fooled Again
We'll be fighting in the streets
With our children at our feet
And the morals that they worship will be gone
And the men who spurred us on
Sit in judgment of all wrong
They decide and the shotgun sings the song
I'll tip my hat to the new constitution
Take a bow for the new revolution
Smile and grin at the change all around me
Pick up my guitar and play
Just like yesterday
And I'll get on my knees and pray
We don't get fooled again
Change it had to come
We knew it all along
We were liberated from the fall that's all
But the world looks just the same
And history ain't changed
'Cause the banners, they all flown in the last war
I'll tip my hat to the new constitution
Take a bow for the new revolution
Smile and grin at the change all around me
Pick up my guitar and play
Just like yesterday
And I'll get on my knees and pray
We don't get fooled again
No, no!
I'll move myself and my family aside
If we happen to be left half alive
I'll get all my papers and smile at the sky
For I know that the hypnotized never lie
Do ya?
There's nothing in the street
Looks any different to me
And the slogans are replaced, by-the-bye
And the parting on the left
Is now the parting on the right
And the beards have all grown longer overnight
I'll tip my hat to the new constitution
Take a bow for the new revolution
Smile and grin at the change all around me
Pick up my guitar and play
Just like yesterday
Then I'll get on my knees and pray
We don't get fooled again
Don't get fooled again
No, no!
Yeah!
Meet the new boss
Same as the old boss
Não Seremos Enganados Novamente
Estaremos lutando nas ruas
Com nossos filhos em nossos pés
E a moral que eles pregam, irá sumir
Eos homens que nos incitaram
Jugam que todos estão errados
Eles decidem e as espingardas cantam o som
Eu tirarei meu chapéu para a nova constituição
Prestarei reverência a nova revolução
Sorrindo sem graça pelas mudanças em minha volta
Pego minha guitarra e toco
Exatamente como ontem
Ai me ajoelho e rezo
Não seremos enganados novamente
A mudança, ela tinha que vir
Nós sabiamos disso o tempo todo
Nós fomes libertados do curral, isto é tudo
E o mundo parece sempre o mesmo
E a história não muda
Porque os banners, eles estavam lançados na última guerra
Eu tirarei meu chapéu para a nova constituição
Prestarei reverência a nova revolução
Sorrindo sem graça pelas mudanças em minha volta
Pego minha guitarra e toco
Exatamente como ontem
Ai me ajoelho e rezo
Não semos enganados novamente
Não, não
Eu saio com minha familia de lado
Caso aconteceça de sairmos meio vivo
Eu pegarei todos meus documentos e sorrirei aos céus
Hoje eu estava pensando sobre a Morte. Sem nenhum motivo em especial, apenas lembrando de algumas teorias sobre ela. Talvez tenha sido devido a uma das minhas últimas postagens e o fato de Pandora ter comentado que a taxa de sobrevivência de alguém ter chegado a zero.
E eu lembrei de As Intermitências da Morte, de Saramago.
"No dia seguinte ninguém morreu. O facto, por absolutamente contrário às normas da vida, causou nos espíritos uma perturbação enorme, efeito em todos os aspectos justificado, basta que nos lembremos de que não havia notícia nos quarenta volumes da história universal, nem ao menos um caso para amostra, de ter alguma vez ocorrido fenómenos semelhante, passar-se um dia completo, com todas as suas pródigas vinte e quatro horas, contadas entre diurnas e nocturnas, matutinas e vespertinas, sem que tivesse sucedido um falecimento por doença, uma queda mortal, um suicídio levado a bom fim, nada de nada, pela palavra nada. Nem sequer um daqueles acidentes de automóvel tão frequentes em ocasiões festivas, quando a alegre irresponsabilidade e o excesso de álcool se desafiam mutuamente nas estradas para decidir sobre quem vai conseguir chegar à morte em primeiro lugar.".
(Sinopse de As Intermitências da Morte. E um trecho também.)
Sexton e Didi
Eu lembrei de Didi hoje. De uma forma completamente diferente da que eu tinha lembrado antes. Lembrei de como ela é. E como eu gosto de pensar que ela é. E eu senti uma profunda saudade dela. E de tudo o que ela representa. E estou me sentindo um pouco como Sexton Furnival.
E não, a postagem não faz muito sentido. É basicamente uma forma de tirar algumas coisas da mente. E de aproveitar o ensejo para dar um aviso: o único outro autor que continua constante está mais louco (podem ler no lugar de louco "alienado de esquerda") do que nunca. Desculpem por isso.
Olá, pessoas!
Então, percebi que já tem um tempinho que eu não posto um poema.
Não na integra, visto que o ultimo, há quatro dias (21/08/2011) não conta.
E hoje eu resolvi fazer algo de útil com meu tempo extra e assistir um bom filme. Resolvi assistir, entre outros, O Homem que Copiava.
Há uns quatro anos, talvez, eu comecei a assistir, mas por alguma razão que não me lembro mais, parei de assistir e há quase três meses eu consegui o filme, mas não estava muito a fim de assistir. Oh, que naïve eu sou...
O filme é ótimo.
Perfeito, magnífico, maravilhoso e mágico. Tem senso de humor, críticas, trilha sonora bacana, roteiro, personagens... Ah, personagens... E tem esse soneto. É de Shakespeare.
Quando a hora dobra em triste e tardo toque
E em noite horrenda vejo escoar-se o dia,
Quando vejo esvair-se a violeta, ou que
A prata a preta tempora assedia;
Quando vejo sem folha o tronco antigo
Que ao rebanho estendia a sobra franca
E em feixe atado agora o vejo trigo
Seguir o carro, a barba hirsuta e branca;
Sobre tua beleza então questiono
Que há de sofrer do Tempo a dura prova,
Pois as graças do mundo em abandono
Morrem ao ver nascer a graça nova.
Contra a foice do tempo é vão combate
Salvo a prole, que o enfrenta se te abate
Para os camaradas que ainda não assistiram O Homem que Copiava: assistam.
Para os camaradas que já assistiram O Homem que Copiava: um brinde aos finais felizes. Para os que os terão e para os que sonharão em tê-los.
Não tenho como arranjar um também. Vou direto para a postagem.
"E as pessoas perguntam
será que a Desespero se desespera,
será que o Sonho sonha,
será que o (a) Desejo deseja?
É mais simples que isso.
Ele é Sonho.
Ela(e) é Desejo.
Ela é Desespero.
Tire o desespero e nada sobra.
Nada, exceto um quarto vazio,
e um anzol de tamanho e forma
perfeitos para fisgar seu coração.".
"Seu beijo é o oceano profundo.
Seu beijo não é o oceano profundo.
Seu beijo são os céus cinzentos.
Seu beijo é um beco sem saída.
Seu beijo é seu toque, é sua respiração
é seu dedo, é o que resta
quando os risos se encerram.
Seu beijo é o cão negro que segue você na escuridão.
Existe um cão negro sob os céus cinzentos, pelo
beco sem saída, junto ao oceano profundo.
Não é o beijo dela. Aproxime-se..."
"Não foi o fato de se amarem, ou saberem que nunca poderiam estar juntos,
Não foi o vento no beiral da casa vazia, ou o ruido seco
dos remédios dentro da garrafa de vidro marrom.
Também não foi o gosto amargo com apenas uma caixa velha de vinho tinto para lavá-lo.
Não foi o fato de acordar com ela morta, enquanto você ainda estava vivo.
Foi a maneira como seus dedos tremeram. Fui um gagejar e o jeito de sua lingua quando tentou falar. Foi o som das sirenes chegando mais perto. Foi saber que nunca mais você teria outra chance."
"Desespero se lembra.
É uma recordação peculiar e chata,
na qual as coisas se tornam desoladoras e atadas à escuridão.
Existe alegria aqui,
é claro,
e amor,
e carícias.
A presença que faz
o presente ser absolutamente
insuportável.
Sem triunfo,
sem amor,
sem alegria,
o trabalho dela seria em vão."
"Ela decidiu fazer uma lista das coisas que a deixavam feliz.
Ela escreve 'flor da ameixeira' no topo da página.
Então, ela olha fixamente o papel, incapaz de pensar em algo mais.
Por fim, começa a escurecer."
E eu estou experimentando alguns retratos de Desespero.
♠ Ontem faltou energia em grande parte do meu bairro.
♠ Isso me impossibilitou de fazer postagens e responder a quatro e-mails. Triste, não é?
♠ E em breve irei viajar, responderei a mais um e-mail (assim só falta um). Não esperem postagens minhas nos próximos... Cinco dias.
♠ Mas o tempo aqui está muito estranho. Até o ano passado, as chuvas em Janeiro eram tão fracas... O céu caia em Maio, sempre, mas não no ápice do Verão.
♠ Acredito que a culpa disso seja o Esfriamento Global. O que nós vamos fazer?
♠ Ah, "somos humanos, somos espertos. Vamos pensar em alguma coisa." (Neil Gaiman, Bolinhos de Bebê).
♠ Na realidade, acordei há quase duas horas atrás e vim quase direto blogar. Achei que ainda seria algo como nove horas, mas não! O tempo está realmente contando contra mim!
♠ E hoje me dei conta de uma coisa triste que, nas palavras de Pimentinha (Belas Maldições) "Não admitirei nem sob a mais refinada das torturas". Na realidade, não é assim, mas é quase.
♠ Bem... Vou sumir por uns episódios de The Pretender e um almoço (a esta altura da manhã, de que ainda um café adianta?) Talvez mais tarde eu apareça por aqui para... Estou pensando numa palavra há dois minutos e decidi que vou passar por cima.
Meus cumprimentos a todos, ao Harlequin, ao Kabbalista
que seguem o blog dia-a-dia.
Neste planeta imaginário chamado Marte, governado pela rainha Aelita,
por sua grande história em filme soviético de 1924.
E vivem neste planeta os mais brilhantes personagens
sendo eles:
Kabbalista
Pierrô,
Colombina,
e finalmente Harlequin e seus mistérios a sete chaves.
Amores entre os personagens ♥
Drama, surpresas, conto de fadas, ☻
e também ira, insânia, surtos, palidez ☺...
Novas expressões entram em cena,
Novos personagens entram e saem.
Venha para Marte, um gigantesco planeta sentimental e radical
governado pela rainha Aelita...!
★ ★ ★ ★ ★ ★ ★
Em Marte, exigem a força de nossas inteligencias, do martelo e do foice.
Viveremos mais unidos que nunca
E jamais nos faltarão os bens necessários para viver...
Gostou? Querem pegar carona conosco?
Venha sonhar em palavras que se transformam em teorias...
ou então em estrelas soviéticas!
O.B.S.: Este texto não segue uma ordem clara de pensamento. Foi escrito em um estado alterado de consciência fruto da meditação dos dois corações. Autoria própria.
“Filho meu não pode chorar”, “Homem não chora” e várias outras frases de cunho machista suprimem do homem a inata capacidade e beleza de chorar.
Já dizia eu mesmo: “Lágrimas são a mais divina manifestação humana; elas nascem da mais profunda essência do EU para lavar dos olhos da alma a poeira que a vida lhes jogou”.
Mas porque chorar? Sempre que esta pergunta me vem a mente eu me lembro da Estrela do Tarot de Marselha. Ali, totalmente despida de qualquer conceito mundano, concentrada somente em verter no solo fértil do consciente e na corrente de águas límpidas da vida o conteúdo dos dois vasos que tem em mãos.
Em dado momento parei para perguntar a bela moça o que eram aqueles dois lindos vasos. Ela sorriu para mim e me respondeu carinhosamente: “São meus olhos. Deles verto lágrimas para fazer brotar as belas árvores da vida humana”. Então se calou e negou a mim qualquer outra questão que eu pudesse fazer. Não me dando por satisfeito resolvi questionar a bela senhora que figurava no próximo arcano o porque do seu pranto.
Ela então respondeu rispidamente: “Do que vale a vida se não pranteias a morte?”. Ela então fechou os olhos e vi seus cães ladrarem ameaçadoramente para mim. Dei um passo para trás e decidi terminar a jornada.
Passei dias deglutindo o que as duas belas mulheres haviam me dito. Então lembrei da frase de Crowley: “Desperdicei o tempo, agora o tempo me desperdiça”. Estava ali, na minha frente, a não resolução dos meus problemas.
Eu finalmente havia entendido a dureza da Lua. Do que adianta viver se não pranteamos a morte dos velhos estigmas e egos? Do que vale a vida se as velhas torres em que nos guardamos da iluminação não são derrubadas? A roda da fortuna gira uma vida por dia. Somente a morte explica a vida e a vida explica a morte. Nossos ciclos estão fadados a terminar, e neste fim, as lágrimas emergem como o sangue da presa morta.
Então em uma ordem inversa brota da morte a vida. Dos sonhos mortos recolhidos pela lua é gerada a água que verte dos olhos da estrela.
“Que nenhum homem seja privado da beleza de chorar. Que todo o homem tenha o direito de fazer brotar na sua face o brilho do ouro primordial que cintila dentro do seu ser. Que a luz refletida nas lágrimas seja a estrela a guiar nossas vidas. Emoções são cavalos selvagens, são mais belos quando correm soltos pelo vasto campo da vida.”