Boa noite.
Em Sandman, mais especificamente em Despertar e sendo bem preciosista, em Exilados, tem essa citação de Ovídio. "Omnia Mutantur, Nihil Interit." É uma citação linda. É perfeita. Significa "Tudo muda, mas nada se perde realmente."
E isso é totalmente verdade. É uma coisa que me lembra Sinal e Ruído. Mas essa citação resume uma boa parte do meu mundo: nada se perde, apesar das constantes mudanças. Essa frase vei uns dois mil anos antes da de Lavoisier, se eu não me engano "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.".
E aqui estou eu, assistindo a uma transformação do meu mundo e dos meus conceitos e de mim mesmo. Não sei o que será de mim.
Bons sonhos.
Boas mudanças.
P.S.: achei essa postagem perfeita.
http://filosofandoamarteladas.blogspot.com/2009/05/omnia-mutantur-nihil-interit.html
Este blog é dedicado para os amantes das diversas coisas, entre elas, Palavras, Sonhos, Teorias, Conspirações, Livros e Músicas. Sei que há muitas pessoas assim. Meu desafio (e da minha equipe) será encontrá-las. Postaremos aqui as mais diversas coisas, mas sempre com um curto parecer sobre o que foi postado. Boa leitura.
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sábado, 15 de outubro de 2011
domingo, 9 de outubro de 2011
Saramago. E Morte.
Boa noite!
Há quanto tempo!
Hoje eu estava pensando sobre a Morte. Sem nenhum motivo em especial, apenas lembrando de algumas teorias sobre ela. Talvez tenha sido devido a uma das minhas últimas postagens e o fato de Pandora ter comentado que a taxa de sobrevivência de alguém ter chegado a zero.
E eu lembrei de As Intermitências da Morte, de Saramago.
"No dia seguinte ninguém morreu. O facto, por absolutamente contrário às normas da vida, causou nos espíritos uma perturbação enorme, efeito em todos os aspectos justificado, basta que nos lembremos de que não havia notícia nos quarenta volumes da história universal, nem ao menos um caso para amostra, de ter alguma vez ocorrido fenómenos semelhante, passar-se um dia completo, com todas as suas pródigas vinte e quatro horas, contadas entre diurnas e nocturnas, matutinas e vespertinas, sem que tivesse sucedido um falecimento por doença, uma queda mortal, um suicídio levado a bom fim, nada de nada, pela palavra nada. Nem sequer um daqueles acidentes de automóvel tão frequentes em ocasiões festivas, quando a alegre irresponsabilidade e o excesso de álcool se desafiam mutuamente nas estradas para decidir sobre quem vai conseguir chegar à morte em primeiro lugar.".
(Sinopse de As Intermitências da Morte. E um trecho também.)
Eu lembrei de Didi hoje. De uma forma completamente diferente da que eu tinha lembrado antes. Lembrei de como ela é. E como eu gosto de pensar que ela é. E eu senti uma profunda saudade dela. E de tudo o que ela representa. E estou me sentindo um pouco como Sexton Furnival.
E não, a postagem não faz muito sentido. É basicamente uma forma de tirar algumas coisas da mente. E de aproveitar o ensejo para dar um aviso: o único outro autor que continua constante está mais louco (podem ler no lugar de louco "alienado de esquerda") do que nunca. Desculpem por isso.
Bons sonhos.
Há quanto tempo!
Hoje eu estava pensando sobre a Morte. Sem nenhum motivo em especial, apenas lembrando de algumas teorias sobre ela. Talvez tenha sido devido a uma das minhas últimas postagens e o fato de Pandora ter comentado que a taxa de sobrevivência de alguém ter chegado a zero.
E eu lembrei de As Intermitências da Morte, de Saramago.
"No dia seguinte ninguém morreu. O facto, por absolutamente contrário às normas da vida, causou nos espíritos uma perturbação enorme, efeito em todos os aspectos justificado, basta que nos lembremos de que não havia notícia nos quarenta volumes da história universal, nem ao menos um caso para amostra, de ter alguma vez ocorrido fenómenos semelhante, passar-se um dia completo, com todas as suas pródigas vinte e quatro horas, contadas entre diurnas e nocturnas, matutinas e vespertinas, sem que tivesse sucedido um falecimento por doença, uma queda mortal, um suicídio levado a bom fim, nada de nada, pela palavra nada. Nem sequer um daqueles acidentes de automóvel tão frequentes em ocasiões festivas, quando a alegre irresponsabilidade e o excesso de álcool se desafiam mutuamente nas estradas para decidir sobre quem vai conseguir chegar à morte em primeiro lugar.".
(Sinopse de As Intermitências da Morte. E um trecho também.)
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| Sexton e Didi |
E não, a postagem não faz muito sentido. É basicamente uma forma de tirar algumas coisas da mente. E de aproveitar o ensejo para dar um aviso: o único outro autor que continua constante está mais louco (podem ler no lugar de louco "alienado de esquerda") do que nunca. Desculpem por isso.
Bons sonhos.
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domingo, 21 de agosto de 2011
Sobre Rodas, Ameixas e Jardins
Um prelúdio roubado de... Claro, Neil Gaiman.
Boa noite, pessoas. Ou monstros do Id. Ou Krellianos (duas referências a Planeta Proibido, esse filme é supercalifragilisticoespialidoso). Ou quem quer que esteja aí.
Hoje eu fiz uma maratona Sandman.
Li um pouco dos tomos e comecei a pensar sobre... Bem, sobre. E a minha conclusão é que
"Hoje a morte está diante de mim:
como a recuperação de um doente,
como caminhar em um jardim após a doença.
Hoje a morte está diante de mim:
como o odor da mirra,
como sentar sobre uma vela com bons ventos.
Hoje a morte está diante de mim:
como o curso de um riacho,
como o retorno de um homem, da guerra para a sua casa.
Hoje a morte está diante de mim:
como o lar que o homem anseia ver,
depois de anos aprisionado."
Lembrei de alguns acontecimentos que passaram há pouco e há muito tempo. E...
"Ela decidiu fazer uma lista das coisas que a deixavam feliz.
Ela escreve 'flor da ameixeira' no topo da página.
Então, ela olha fixamente para o papel,
incapaz de pensar em algo mais.
Por fim, começa a escurecer."
Senti a falta de vocês.
Muita.
E pensei um bom tempo sobre como iria encerrar a postagem. Eu já sei como.
Com Johnny Cash.
Hurt. Infelizmente o dono do vídeo não permitiu a incorporação...
"A Roda de Íxion de assombro para.
Os abutres cruéis não mordem Tício.
A fugaz linfa Tântalo não corre."Boa noite, pessoas. Ou monstros do Id. Ou Krellianos (duas referências a Planeta Proibido, esse filme é supercalifragilisticoespialidoso). Ou quem quer que esteja aí.
Hoje eu fiz uma maratona Sandman.
Li um pouco dos tomos e comecei a pensar sobre... Bem, sobre. E a minha conclusão é que
"Hoje a morte está diante de mim:
como a recuperação de um doente,
como caminhar em um jardim após a doença.
Hoje a morte está diante de mim:
como o odor da mirra,
como sentar sobre uma vela com bons ventos.
Hoje a morte está diante de mim:
como o curso de um riacho,
como o retorno de um homem, da guerra para a sua casa.
Hoje a morte está diante de mim:
como o lar que o homem anseia ver,
depois de anos aprisionado."
Lembrei de alguns acontecimentos que passaram há pouco e há muito tempo. E...
"Ela decidiu fazer uma lista das coisas que a deixavam feliz.
Ela escreve 'flor da ameixeira' no topo da página.
Então, ela olha fixamente para o papel,
incapaz de pensar em algo mais.
Por fim, começa a escurecer."
Senti a falta de vocês.
Muita.
E pensei um bom tempo sobre como iria encerrar a postagem. Eu já sei como.
Com Johnny Cash.
Hurt. Infelizmente o dono do vídeo não permitiu a incorporação...
"If I could start again...
A million miles away..."
http://www.youtube.com/watch?v=WWE8zCzPJYk
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sábado, 2 de julho de 2011
Fim.
Oi.
Tem um bom tempo, né?
Quero dizer, eu sei que tem um bom tempo.
Não tanto quanto no ano passado.
Não vou tentar criar desculpas para ter sumido. É contra a Regra Nº 1 da lindissima, fofissima, charmosissima Agente Especial Abby Borin (nunca fazer desculpas [ela é de NCIS. É interpretada por Diane Neal, que fez Casey Novak em Law & Order SVU]). Vou pedí-las. Sinto muito.
E eu estive procrastinando essa postagem a muito tempo.
Cerca de um mês e dez dias.
Ontem eu assisti o ultimo episódio da 3ª Temporada de Castle (sendo honesto, ontem eu devo ter assistido no mínimo seis episódios dessa temporada.) e pensei "Amanhã eu faço essa postagem. Não tem como adiar mais.".
É sobre fim. O Fim. (nota póstuma: a postagem está longa e é baseada em citações. Trechos inteiros. Se desistirem, de ler, não vou julgar vocês. E, mais importante: eu estou malucão hoje [só hoje?!], então, eu vou entender se quiserem colocar nos comentários coisas como "Rafael, na salada se coloca vinagre, não cachaça." ou "Acho que o Zé da sua mercearia está te vendendo outras coisas no lugar de coentro".)
Tem mais ou menos um mês e dez dias que eu comprei Sinal e Ruído.
É lindo.
Em certos momentos, é o melhor trabalho da parceiria Gaiman-Mckean (é claro que eu escreveria o nome de Gaiman antes, não poderia ser diferente no meu mundo).
Em certos momentos, é o melhor trabalho da parceiria Neil-Richard-Gaiman.
Em outros, é o que mais aproxima Gaiman da realidade.
Aprendi muito lendo esse livro.
Aprendi como sobreviver.
Aprendi como morrer.
Sobrevivi e morri.
Mas essa postagem não é sobre mim.
Ou talvez seja totalmente sobre mim.
Desculpa, estou me adiantando. E fazendo uma piadinha bem sutil, que só quem já leu muito pode perceber. Não é mais do que uma curta parafrase de um trecho de Signal to Noise. Divagando. Este trecho eu não escrevi na ordem que lhes aparece, devo dar um aviso: estou divagando demais hoje.
Minha ideia era postar um pouquinho só sobre Castle (uma parte eu já coloquei, a outra vem agora: é um dos meus seriados favoritos. Assistir o ultimo episódio disponível me fez pensar sobre fins e o quanto podem ser dificeis. Estou com saudade do seriado. E Stana Katic está lindíssima esta temporada. Caramba, ela é que nem um bom vinho: fica melhor com a idade. Quando eu a vi no inicio da temporada eu fiz ":-O Beckett? A mesma Beckett?".
E estou elocubrando demais. Saindo do foco.
Enfim, minha ideia era postar sobre Castle, Sinal e Ruído e fazer um link entre Sinal e Ruído e uma música que eu tenho ouvido... Bem, eu diria "obcecadamente", roubando as palavras de um amigo meu, mas o correto é 24/7, porque na minha mente, mesmo o mais obcecado tem que pausar por um momento sua obsessão (mesmo que seja para dormir durante 1/4 de segundo e voltar a lurkar. O mais dedicado stalker continua tendo sono, não? Embora ele possa dormir enquanto a presa que ele está stalkando [essa palavra não existe] também está [divagando de novo... Por favor, não me deixem sair assim do foco, tá?]). Voltando ao assunto, entre Sinal e Ruído e uma música que tenho ouvido o tempo todo. Literalmente. Estou ouvindo agora no Youtuberepeat.
Acho que eu deveria ter nomeado a postagem propriamente, e vou me retificar. É fazer um link entre a música e Sinal e Ruído.
A música é Waiting For The End.
Marquei um trecho.
Esse não é o fim, esse não é o começo
Apenas uma voz como uma revolta balançando cada melhoria
Mas você ouve o tom e o ritmo violento
Embora as palavras pareçam firmes, tem algo vazio dentro delas
Nós dizemos, "yeah"
Com os punhos voando no ar
Como se estivéssemos nos segurando a algo que é invisível
Pois estamos vivendo à mercê da dor e do medo
Até morrermos,
Esquecermos,
Deixarmos tudo desaparecer
Esperando o fim chegar,
Desejando que eu tivesse força para suportar
Não é isso que eu tinha planejado
Isto saiu do meu controle
Voando à velocidade da luz,
Pensamentos giravam na minha cabeça
Tantas coisas que não foram ditas
É difícil deixar você partir
(oh) Eu sei o que é preciso para seguir em frente
(oh) Sei qual é a sensação de mentir
Tudo que eu quero fazer é trocar essa vida por algo novo
Tomando posse do que eu não tive
Sentando em um quarto vazio,
Tentando esquecer o passado...
Isso nunca foi feito para durar
Eu queria que não fosse assim
(oh) Eu sei o que é preciso para seguir em frente
(oh) Sei qual é a sensação de mentir
Tudo que eu quero é trocar essa vida por algo novo
Tomando posse do que eu não tive
O que restou quando o fogo acabou
Eu achei que era o certo,
Mas o certo era errado
Tudo apanhado no meio da tempestade
E tentando entender qual era a sensação de seguir em frente
E eu nem mesmo sei que tipo de coisas eu disse
A minha boca continuava mexendo e a minha mente morreu
Juntando os pedaços sem ter por onde começar
A parte mais difícil de terminar é recomeçar
Tudo que eu quero fazer é trocar essa vida por algo novo
Tomando posse do que eu não tive
Esse não é o fim, esse não é o começo
É só uma voz como uma revolta balançando cada melhoria
Mas você ouve o tom e o ritmo violento
Embora as palavras pareçam firmes algo se esvazia dentro delas
Nós dizemos, "yeah!"
Com os punhos voando no ar
Como se estivéssemos nos segurando a algo que é invisível
Pois estamos vivendo à mercê da dor e do medo
Até morrermos,
Esquecermos,
Deixarmos tudo desaparecer
(segurando naquilo que eu não tenho)
Agora eu vou para Sinal e Ruído.
Tem andado comigo todo dia desde que eu comprei.
Praticamente não sai das minhas vistas.
A sinopse é "Em Londres, um diretor de cinema descobre que está com câncer e tem pouco tempo de vida. Ele estava para iniciar a produção do que seria seu maior filme: a história de um vilarejo na Europa Central durante os últimos minutos do ano 999 d.C, aguardando a vinda do apocalipse. Agora, esse roteiro jamais será filmado.
No entanto, ele continua trabalhando na pr odução em sua mente, fazendo um filme que ninguém jamais verá. Ninguém a não ser você."
Um dia talvez eu digitalize esse que nem eu fiz com A Paixão do Arlequim, cujo arquivo em .rar, acabei de reparar, está M.I.A... Tenho que achar... Talvez eu ache no meu antigo e-mail. Divagando... Enfim, eu digitalizo quando descobrir um jeito de digitalizar que não envolva machucar o meu bebê. E isto significa dobrar ou colocá-lo numa multifuncional. Ou seja, não tão cedo.
Pensei em tirar fotos de alguns trechos interessantes, mas a qualidade das fotos está horrível.
Não vou dar nenhum Spoiler.
Usarei citações desconexas e fora da ordem. Leiam Sinal e Ruído. Amem, riam, chorem. Desesperem-se. Mas não deixem de ler. Vale a pena. Cada milésimo de página.
"999 d.C., ultimo dia do ultimo mês do ano."
"A mortalidade é algo difícil de encarar.
'Aquilo que não nos mata nos fortalece'. Pode até ser, mas o que nos mata nos mata, e isso é dureza.
O que é preciso para a vida ter sentido?
Sinal e ruído:
O que é sinal? O que é ruído?"
Há algum tempo eu pensei um bocado sobre isso. Às vezes é melhor morrer que se fortalecer. Pode ser mais justo ou menos doloroso ou o certo. Às vezes é o errado. Às vezes, simplesmente é.
"A história é menos verdadeira por ser uma mentira?"
"Talvez eles estejam olhando para o céu.
Ali, está vendo?
Um deles está gritando...
...mas não conseguimos escutar o que diz.
Talvez estejam se preparando para deixar para trás tudo que possuem.
Talvez estejam, lenta e verdadeiramente, começando a acreditar..."
"Parado em um sinal de trânsito, olho de relance as linhas da minha mão - da mesma forma como o faço agora.
Vejo uma cicatriz na base do polegar, onde me cortei na infância com uma garrafa quebrada. Meu passado está escrito ali.
Mas e o meu futuro?
Examino a minha mão, tentando adivinhar um futuro na sua rede de ranhuras e caminhos.
Eles se mantêm ilegíveis.
E eu retorno ao passado."
Eu coloquei vários trechos para dizer coisas a um amigo. Tópicos que surgiram na nossa ultima conversa. Este é simplesmente para dizer a ele que não acredito em Destino. Ou se acredita em Destino ou em Justiça. Prefiro esse ultimo.
"Inanna falando,
dizendo coisas,
ela sente muito,
os médicos cometem erros,
ela sente muito mesmo,
novos tratamentos a cada dia,
se ela puder fazer alguma coisa,
sente muito de verdade,
e por aí vai,
falando,
mas sem dizer nada.
Somente ruído".
"Estão indo para um lugar mais alto esperar pelo fim do seu mundo."
"Só que eu não acredito no apocalipse.
Acredito na apocatástase.
Acho que esse é o título ideal para o Filme. É uma palavra difícil, e ninguém sabe o que significa, mas, fora isso, é um ótimo nome.
A-po-ca-tás-ta-se.
o significado:
1) Restauração, restabelecimento, restituição;
2) Retorno a um estado ou condição anterior;
3) (Astronomia) Retorno de um astro à sua posição aparente, conclusão de um período de rotação.
Pense a respeito."
Não acredito na Apocatástase. Nada retorna a um "estado ou condição anterior". Na primeira vez que pensei em voz alta (para mim mesmo, sendo honesto) sobre não acreditar na Apocatástase, me apareceu um diálogo entre duas pessoas. Dois amigos. Um homem e uma mulher (certo, vou admitir quem são e contar um segredo meu. Eram Castle e Beckett. Eu assisto isso tem mais de um ano, quando foi ao ar aqui. E gostei muito mesmo. É engraçado e divagando. Mas toda vez que eu gosto assim de um seriado ou filme, ou livro, ou um acontecido na minha realidade, entre um episódio e outro eu paro um pouco e penso como poderia ter sido ou um possivel diálogo que não foi às telas. Da ultima vez que isso me aconteceu, ou da penúltima, foi com O Livro do Cemitério) e ele falava para ela o porque de não acreditar. E ele ia "Não dá pra acontecer isso. Pense comigo. Estamos aqui, sentados. Se eu me inclino por esta mesa e te beijo, mesmo que não significasse nada pra mim ou que não signifique nada pra você e nós nunca mais falemos sobre isso e que isso não mude nada no nosso relacionamento, nunca vai voltar a ser o que era antes. Porque nós sabemos o que aconteceu." Inventei isso tudo. Agora. Não que eu brinco com possiveis realidades que aconteceram, não, isso eu faço. Acredito na MWI, e tenho certeza que há pelo menos uma centena de outros mundos em que eu estou escrevendo uma postagem diferente. Inventei a metáfora agora. Na minha mente deturpada e cansada, ficou legal. No papel site, eu não sei. Tem um mundo em que a Primavera em Paris nem sangrou nem terminou. Tem um que em que ela sangrou por um motivo completamente diferente. Tem um que nunca existiu. E por aí vai. Deixo aqui outras duas recomendações: FlashForward, livro e seriado. Eu amava esse seriado. Há um mundo em que esse seriado não foi cancelado na 1ª temporada, um em que ele nunca foi filmado, outro em que é um remake, outro que Gaiman faz o roteiro de um episódio, outro que Jack Sparrow aparece faz uma belíssima cena de luta de sabres de luz com o Comodoro Norrington (piadinha... Jack Davenport [Norrington] faz um dos papeis principais no seriado, o qual, por acaso, é no livro o protagonista), outro em que... Vocês já entenderam. Em qualquer um dos mundos.
"Eles disseram - os críticos, os resenhistas - que as minhas imagens eram desoladoras. E eu concordei com eles.
Na época eu concordei. Mas agora...
Talvez seja verdade.
Eu não sei. Vivemos em um mundo onde as únicas imagens utópicas são as que aparecem em intervalos comerciais: visões mágicas de um mundo impossivelmente hospitaleiro, povoado de homens, mulheres e crianças dotados de grande beleza, olhos faiscantes...
Onde ninguém morre...
Onde tudo o que é necessário se resume a um produto barato e fácil de encontrar - um pacote de amendoim salgado, ou um novo produto para limpar tapetes -, que trará felicidade imediata em altas concentrações.
Nos meus mundos as pessoas morriam.
E eu achava isso honesto.
Achava que estava sendo honesto.
Achava que estava dizendo a verdade. Achava que..."
"Os seres humanos estão sempre vivendo os seus ultimos dias.
Quanto tempo nós temos?
No máximo cem anos antes que o nosso mundo acabe."
"E eu me pergunto:
Por que estou escrevendo um filme que nunca vou filmar,
criando algo que ninguém vai ver?
O mundo está sempre acabando para alguém.
É uma boa fala.
Eu a coloco na boca do pai da crianla.
Ele diz isso à esposa.
'O mundo está sempre acabando para alguém', ele diz.
Ela está tentando acalmar o bebê, e não o ouve.
Duvido que faria diferença se tivesse ouvido."
"O grande apocalipse não existe. Só uma procissão de pequenos apocalipses."
Em algum momento em Signal to Noise, é afirmado algo como "Não acredito no Apocalipse. Existem diversos apocalipses. Um para cada um de nós.". Não concordo com essa ultima parte. Existem muito mais que apenas um apocalipse pessoal. Não sou a mesma pessoa que acordou esta manhã às 09:13 ou às 09:23 ou algo do tipo de um sábado. E que não era qualquer sábado. Mudei desde então. Não sou a mesma pessoa que almoçou. Ela morreu. Todo mundo muda. Ninguém nunca muda. Eu continuo sendo eu. Tenho a mesma altura, quase o mesmo peso, mesma cor de cabelo. Mesmos gostos. Mas na pior das hipóteses eu estou mais velho. E isso me muda completamente. E não muda nada. E esta postagem está mais louca do quê conversa de um bêbado com um poste, mas precisava tirar isto da mente.
"A parte mais dificil do fim é recomeçar." É. Em todos os níveis. Pensei em fazer uma relação com um trecho de O Livro do Cemitério, mas vou poupar vocês.
"Os apocalipses estão a cada esquina. As palavras significam o que nós queremos que signifiquem."
Está ficando tarde a a postagem está começando a feder de tão longa. Na realidade, acho que o que está fedendo são os cadáveres dos camaradas que tentaram ler a postagem toda e morreram no meio do caminho de velhice. É sério, Matusalém vai postar um comentário dizendo que ele demorou mais tempo lendo esse post do que vivendo antes de ser arrematado ou foi arrebatado, algo do tipo. E foram 969 anos. Saio com a uma sensação de dúvida: disse ou não tudo o que tinha pra dizer? Acho melhor pensar que disse tudo o que era pra dizer hoje.
Tinha uma nota que eu deveria fazer. E eu esqueci.
Uma eu ainda me lembro: o sábado é especial porque é Dois de Julho. Independência da Bahia. Me faz lembrar das aulas de Filosofia com Belzinho... Deus... Faz tempo. Toda uma vida.
Tem uma outra nota: é chato ter que esperar até uma temporada de um seriado querido ir ao ar. A 4ª de... Castle, é claro, não deve começar antes do dia 20/09/2011. Talvez, com sorte, seja no meu aniversário. Ia ser muuuuuuuito bom.
Desejo bons sonhos a vocês, meus amigos...
"But in the end,
It doesn't even matter."
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domingo, 17 de abril de 2011
Wo sind die Kinder?
Boa tarde, pessoas!
"Onde estão as crianças?
Ninguém sabe o que aqui aconteceu.
Ninguém viu nada
Onde estão as crianças?
Ninguém viu nada"
Ninguém sabe o que aqui aconteceu.
Ninguém viu nada
Onde estão as crianças?
Ninguém viu nada"
Rammstein - Donaukinder
Lembrei hoje do conto do Flautista de Hamelin. E a fábula do Menino e o Lobo. Não faço a menor ideia do porque que eu fiz uma relação entre os dois, mas eu fiz.
Imagino que todos conheçam a história do Menino e o Lobo (ou O Menino que Mentia. É aquele que o menino grita que o Lobo está indo devorá-lo. A mãe vai socorrê-lo e descobre que é sempre mentira. Ao final, quando o lobo realmente chega para devorá-lo, ele grita e a mãe não vem).
Enfim, postarei aqui apenas o conto do Flautista de Hamelin. É baseado num fato que aconteceu na Alemanha há quase oito séculos.
O Flautista de Hamelin - Irmãos Grimm
Há muito, muitíssimo tempo, na próspera cidade de Hamelin, aconteceu algo muito estranho: uma manhã, quando seus gordos e satisfeitos habitantes saíram de suas casas, encontraram as ruas invadidas por milhares de ratos que iam devorando, insaciáveis, os grãos dos celeiros e a comida de suas bem providas despensas. Ninguém conseguia imaginar a causa de tal invasão e, o que era pior, ninguém sabia o que fazer para acabar com tão inquietante praga. Por mais que tentassem exterminá-los, ou ao menos afugentá-los, parecia ao contrário que mais e mais ratos apareciam na cidade. Tal era a quantidade de ratos que, dia após dia, começaram a esvaziar as ruas e as casas, e até mesmo os gatos fugiram assustados. Ante a gravidade da situação, os homens importantes da cidade, vendo perigar suas riquezas pela voracidade dos ratos, convocaram o conselho e disseram: Daremos cem moedas de ouro a quem nos livrar dos ratos. Pouco depois se apresentou a eles um flautista taciturno, alto e desengonçado, a quem ninguém havia visto antes, e lhes disse: "A recompensa será minha. Esta noite não haverá um só rato em Hamelin". Dito isso, começou a andar pelas ruas e, enquanto passeava, tocava com sua flauta uma melodia maravilhosa, que encantava aos ratos, que iam saindo de seus esconderijos e seguiam hipnotizados os passos do flautista que tocava incessantemente. E assim ia caminhando e tocando, levou-os a um lugar muito distante, tanto que nem sequer se poderia ver as muralhas da cidade. Por aquele lugar passava um caudaloso rio onde, ao tentar cruzar para seguir o flautista, todos os ratos morreram afogados. Os hamelineses, ao se verem livres das vorazes tropas de ratos, respiraram aliviados. E, tranqüilos e satisfeitos, voltaram aos seus prósperos negócios e tão contente estavam que organizaram uma grande festa para celebrar o final feliz, comendo excelentes manjares e dançando até altas horas da noite. Na manhã seguinte, o flautista se apresentou ante o Conselho e reclamou aos importantes da cidade as cem moedas de ouro prometidas como recompensa. Porém esses, liberados de seu problema e cegos por sua avareza, reclamaram: “Saia de nossa cidade! Ou acaso acreditas que te pagaremos tanto ouro por tão pouca coisa como tocar a flauta?". E, dito isso, os honrados homens do Conselho de Hamelin deram-lhe as costas dando grandes gargalhadas. Furioso pela avareza e ingratidão dos hamelineses, o flautista, da mesma forma que fizera no dia anterior, tocou uma doce melodia uma e outra vez, insistentemente. Porem esta vez não eram os ratos que o seguiam, e sim as crianças da cidade que, arrebatadas por aquele som maravilhoso, iam atrás dos passos do estranho músico. De mãos dadas e sorridentes, formavam uma grande fileira, surda aos pedidos e gritos de seus pais que, em vão, entre soluços de desespero, tentavam impedir que seguissem o flautista. Nada conseguiram e o flautista os levou longe, muito longe, tão longe que ninguém poderia supor onde, e as crianças, como os ratos, nunca mais voltaram. E na cidade só ficaram a seus opulentos habitantes e seus bem repletos celeiros e bem cheias despensas, protegidas por suas sólidas muralhas e um imenso manto de silêncio e tristeza. E foi isso que se sucedeu há muitos, muitos anos, na deserta e vazia cidade de Hamelin, onde, por mais que se procure, nunca se encontra nem um rato, nem uma criança.
88888888888888888888888888888888888888888888888888888888888888888888888888888888
Me pergunto o que foi feito às nossas crianças. Às crianças que nós fomos. E aqui, volto a citar Till, Flake o os outros, mas me lembro de um excerto de Alice no País dos Espelhos (o mesmo que Neil utilizou para prefaciar [não sei se essa palavra existe...] Lendo as Entranhas):
"Onde estão as crianças?
Ninguém sabe o que aqui aconteceu.
Ninguém viu nada
Onde estão as crianças?
Ninguém viu nada
Mães ficam quase na correnteza
e choram um dilúvio.
Nos campos, através dos diques
aumenta a dor em todas as lagoas."
Ninguém sabe o que aqui aconteceu.
Ninguém viu nada
Onde estão as crianças?
Ninguém viu nada
Mães ficam quase na correnteza
e choram um dilúvio.
Nos campos, através dos diques
aumenta a dor em todas as lagoas."
"-Quero dizer - disse ela - que ninguém pode fazer nada para não envelhecer.
-Uma pessoa não pode - retrucou Humpty Dumpty -, mas duas podem. Com a adequada assistência, você pode para aos sete anos."
(Lewis Carrol, Alice no País dos Espelhos )
Me pergunto ainda se um dia recuperaremos a doçura da infância.
Mas acho que o ponto que eu queria chegar não era sobre o Flautista, mas sim sobre o Menino e o Lobo. Na fábula, o menino grita e grita. No final, sua mãe não mais vem para socorrê-lo. Mas isso não é verdade. Não sei exatamente qual é o meu ponto com essa postagem, qual a razão para tê-la feito e tudo o mais, mas... Aqui ela está. Talvez seja que a fábula do Menino esteja errada e que a mãe dele sempre venha, por mais que ele minta. Talvez seja que o "Field of Innocence", nas palavras da belíssima Amy Lee já se foi para quase todos nós. Talvez... Quem sabe.
Mas eu sei que hoje à noite eu dormirei cantando "Wo sind die Kinder".
Extraí o conto daqui:
http://members.fortunecity.com/gafanhota/hamelin.htm
Bons sonhos a todos.
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segunda-feira, 11 de abril de 2011
Mr. Punch (ou)... Sangue! Sangue! Sangue!
Boa noite, meus amigos!
Esta postagem é para, em parte, responder a uma pergunta da Pandora. Em parte, é para me aliviar.
Hoje eu assisti Criminal Minds, e o episódio me deixou aceso. Não sei porque, o episódio não foi tão bom assim. Mas que deixou, deixou.
Para fazer a postagem, junto isso com o fato de que hoje eu estou relendo A Comêdia Trágica ou A Tragêdia Cómica de Mr. Punch. {mode ironia on] Quem conseguir adivinhar de quem é, ganha um prêmio. Quem errar, também ganha.
Não leia abaixo enquanto não der seu palpite. [mode ironia off]
Acho que esse é um dos trabalhos mais pertubadores do Neil. Embora quase todos sejam pertubadores, esse bate recorde. Os desenhos do Dave Mckean atrapalham me assustam.
E este trecho está me perturbando:
"Num mundo perfeito, ocorre-me agora, eu escreveria isto com sangue e não tinta.
Não se pode mentir quando se escreve com sangue. A responsabilidade é grande demais; e os fantasmas que a pessoa matou ressurgem e induzem a caneta a traçar linhas verdadeiras, transformam a palavra escrita em palavra não não escrita à medida que os traços vermelhos ficam marrons.
É por isso que os pactos com o Diabo têm que ser assinados com sangue. Se você assina seu nome com sangue, é o nome verdadeiro. Não há como mudar isso.
Pronto. Já estou falando de sangue, e era do passado que eu queria falar.
E dos mortos, é claro. Não há como escapar dos mortos."
A postagem é para falar dos mortos.
Mais especificamente, da estranha relação entre Harlequin e Rafael. Considerem-nos de Judy e Punch (respectivamente) nesta postagem, e só nessa. É só para que a metáfora seja entendida. A coisa real não foi nem de longe tão dramática. Na realidade, o trecho abaixo é só uma introdução. O excerto pretendido está em negrito.
Eu irei narrar a cena, não citarei apenas. É a forma como eu vejo-a, então, mil perdões se não é a forma usual. Conto com a indulgência de vocês, que já me perdoaram de coisa muito pior. Estou ficando muito folgado?
***********************************************************************
Punch acabara de arremessar o bebê para fora do palco. Judy pergunta-lhe onde está o bebê. Punch responde-lhe, com o sorriso mais irônico, louco e divertido possivel "Está dormindo".
Judy joga as palavras em Punch: "Mister Punch, seu malvado cruel. Ele não está dormindo. Está morto. Ele matou meu bebê, não foi, meninos e meninas?"
A plateia, a plateia composta de crianças responde "Sim!" "Sim!" "Sim!" "Sim!".
Punch reclama, vestido com seu roupão vermelho, laranja e verde, "Ah! Seus mentirosos malvados!". Mas Punch continua sorrindo. Sempre. É sua sina e seu dom.
E Judy, oh, Judy, envolvida em um vestido vagabundo e um avental branco exclama com sua vozinha leve e delicada "Você é muito mau, Mister Punch, e eu nunca mais vou te beijar". Punch procura no palco e acha o que procurava. Ele acha um pedaço de pau e ataca Judy com ele.
O malvado Mister Punch atinge Judy no rosto, ela cambalheia. "Eles começaram a bater um no outro, numa confusa dança de pancadas". E Punch atinge, e atinge e atinge a pobre Judy. Punch está psicótico. Seus olhos brilham numa selvageria extrema. E ele volta a bater e bater e bater.
"Até... O fantoche de Judy voar pelos ares... E cair sem vida... bem. na. frente. do. palco".
Punch fica surpreso. Arregala os olhos. Se assusta. "Punch chorou por Judy quando percebeu que ela estava morta, depois fez uma dancinha. Ocorreu-me então que a morte só acontece com tanta frequência em teatros de fantoche para que o ator fique com a mão esquerda livre, a fim de apresentar um novo personagem".
**************************************************************
O que eu descobri (ou, melhor dizendo, me dei conta) agora é que é horrivel deixar uma postagem incompleta de um dia para o outro. Chegando agora, eu percebi que havia um "A" no meio da postagem. Eu não faço ideia do que mais eu ia escrever ontem à noite.
E provavelmente terminarei a postagem por aqui... Não conseguirei lembrar o que queria escrever.
E me despeço aqui, celebrando o acontecimento do A com uma poesia do Drummond:
Bons sonhos.
Esta postagem é para, em parte, responder a uma pergunta da Pandora. Em parte, é para me aliviar.
Hoje eu assisti Criminal Minds, e o episódio me deixou aceso. Não sei porque, o episódio não foi tão bom assim. Mas que deixou, deixou.
Para fazer a postagem, junto isso com o fato de que hoje eu estou relendo A Comêdia Trágica ou A Tragêdia Cómica de Mr. Punch. {mode ironia on] Quem conseguir adivinhar de quem é, ganha um prêmio. Quem errar, também ganha.
Não leia abaixo enquanto não der seu palpite. [mode ironia off]
Acho que esse é um dos trabalhos mais pertubadores do Neil. Embora quase todos sejam pertubadores, esse bate recorde. Os desenhos do Dave Mckean atrapalham me assustam.
E este trecho está me perturbando:
"Num mundo perfeito, ocorre-me agora, eu escreveria isto com sangue e não tinta.
Não se pode mentir quando se escreve com sangue. A responsabilidade é grande demais; e os fantasmas que a pessoa matou ressurgem e induzem a caneta a traçar linhas verdadeiras, transformam a palavra escrita em palavra não não escrita à medida que os traços vermelhos ficam marrons.
É por isso que os pactos com o Diabo têm que ser assinados com sangue. Se você assina seu nome com sangue, é o nome verdadeiro. Não há como mudar isso.
Pronto. Já estou falando de sangue, e era do passado que eu queria falar.
E dos mortos, é claro. Não há como escapar dos mortos."
A postagem é para falar dos mortos.
Mais especificamente, da estranha relação entre Harlequin e Rafael. Considerem-nos de Judy e Punch (respectivamente) nesta postagem, e só nessa. É só para que a metáfora seja entendida. A coisa real não foi nem de longe tão dramática. Na realidade, o trecho abaixo é só uma introdução. O excerto pretendido está em negrito.
Eu irei narrar a cena, não citarei apenas. É a forma como eu vejo-a, então, mil perdões se não é a forma usual. Conto com a indulgência de vocês, que já me perdoaram de coisa muito pior. Estou ficando muito folgado?
***********************************************************************
Punch acabara de arremessar o bebê para fora do palco. Judy pergunta-lhe onde está o bebê. Punch responde-lhe, com o sorriso mais irônico, louco e divertido possivel "Está dormindo".
Judy joga as palavras em Punch: "Mister Punch, seu malvado cruel. Ele não está dormindo. Está morto. Ele matou meu bebê, não foi, meninos e meninas?"
A plateia, a plateia composta de crianças responde "Sim!" "Sim!" "Sim!" "Sim!".
Punch reclama, vestido com seu roupão vermelho, laranja e verde, "Ah! Seus mentirosos malvados!". Mas Punch continua sorrindo. Sempre. É sua sina e seu dom.
E Judy, oh, Judy, envolvida em um vestido vagabundo e um avental branco exclama com sua vozinha leve e delicada "Você é muito mau, Mister Punch, e eu nunca mais vou te beijar". Punch procura no palco e acha o que procurava. Ele acha um pedaço de pau e ataca Judy com ele.
O malvado Mister Punch atinge Judy no rosto, ela cambalheia. "Eles começaram a bater um no outro, numa confusa dança de pancadas". E Punch atinge, e atinge e atinge a pobre Judy. Punch está psicótico. Seus olhos brilham numa selvageria extrema. E ele volta a bater e bater e bater.
"Até... O fantoche de Judy voar pelos ares... E cair sem vida... bem. na. frente. do. palco".
Punch fica surpreso. Arregala os olhos. Se assusta. "Punch chorou por Judy quando percebeu que ela estava morta, depois fez uma dancinha. Ocorreu-me então que a morte só acontece com tanta frequência em teatros de fantoche para que o ator fique com a mão esquerda livre, a fim de apresentar um novo personagem".
**************************************************************
O que eu descobri (ou, melhor dizendo, me dei conta) agora é que é horrivel deixar uma postagem incompleta de um dia para o outro. Chegando agora, eu percebi que havia um "A" no meio da postagem. Eu não faço ideia do que mais eu ia escrever ontem à noite.
E provavelmente terminarei a postagem por aqui... Não conseguirei lembrar o que queria escrever.
E me despeço aqui, celebrando o acontecimento do A com uma poesia do Drummond:
"No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra."
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra."
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domingo, 3 de abril de 2011
O futuro e Marte
♣ Planeta Marte: A nossa próxima parada.
Nem os sumérios eram capazes de descreverem como foi o ínicio do Planeta Terra.
Para vocês que não sabem, a Suméria foi a primeira e grande civilização (5.000 antes de Cristo!), inventando a Astronomia e a biblioteca. Guerras avançavam tecnologicamente num ritmo acerelado em busca de vitórias. Desde que a humanidade evoluiu, a química e a física uniram-se e permitiram energias elétricas, combustíveis, e para tudo isso funcionar era preciso de usina nuclear. Isso mesmo que você leu, USINA NUCLEAR. Erro humano é uma rotina eterna. O trabalhor de uma usina não teve culpa. Nem o temporal. O Tsunami que arrastou Japão expôs a realidade que nada pode resistir contra a natureza. Todo cuidado é pouco... ou estariamos todos nós contaminados.
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domingo, 27 de março de 2011
A Morte de um Arlequim...
Olá.
Boa noite a todos. E o novo desejo de boa noite me soa um pouquinho redundante, visto que o finado Harlequin já lhes desejou uma. Mas não importa, não custa nada desejar. Espero que a noite de todos vocês esteja ótima.
Aqui é um amigo do Harlequin Soviético, me chamo Rafael. Castro. Rafael Castro. Me chamem como quiser.
E venho aqui para dar uma notícia: o Harlequin morreu. Já morria há alguns meses, lenta e imperceptivelmente. E perceptivelmente da mesma forma. Um pouco (um pouco mesmo, na verdade, é tão pouco que nem valia à pena ser comentado) como o que Morpheus faz. Outro aspecto de si toma conta. E Daniel emerge. Ele (Harlequin) decidiu que era a hora de mudar. E agora, aqui estou eu, fazendo uma nota fúnebre de para quem eu já fui e não mais aqui está. Ou não quer estar por enquanto.
Acho que deveria deixar aqui um Epitáfio. "Não fui o mais exemplar dos Harlequins, não saltitei tanto quanto deveria. Mas saltitei o tanto quanto podia". Ou, citando um carinha não muito conhecido "Eu vos dei a minha vida. Agora vos ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História".
Tudo bem. Pode dizer, pensar, escrever. O Epitáfio está horrivel. Se o Harlequin estivesse em condições de dizer algo, escracharia comigo por escrever algo tão... Péssimo quanto o que escrevi. E a citação do bilhete de suicídio de Getúlio Vargas foi por demais melodramática. Mas... É a minha primeira postagem aqui. Vocês podem me perdoar por isso, não podem? Vocês já perdoaram coisas muito piores.
Informações sobre a morte dele/minha:
-eu deixarei de utilizar o título enquanto ele não reencarnar (espero que não ao final do 3º dia, seria péssimo que o fim do mundo chegasse tão cedo). Quando eu voltar a ser Arlequim, aviso.
-Não usarei ♥♦♣♠ por um bom tempo. Talvez, daqui a algum tempo, volte a utilizar os Áses de Espadas.
-Ainda sou um personagem da Arlequinada. Mas sou eu mesmo. Ao menos por enquanto.
-Minhas idealizações, meus "arquétipos" de Colombina ainda acompanham-me. Provavelmente, nunca me livrarei disso. E nem gostaria.
Nota de esclarecimento: se um dia eu realmente bater as botas, eu já combinei com o Caio (Camarada Caio) que ele irá fazer uma postagemdeclarando luto oficial falando sobre o que aconteceu. E vice-versa.
Boa noite, caros amigos.
Bons sonhos.
Boa noite a todos. E o novo desejo de boa noite me soa um pouquinho redundante, visto que o finado Harlequin já lhes desejou uma. Mas não importa, não custa nada desejar. Espero que a noite de todos vocês esteja ótima.
Aqui é um amigo do Harlequin Soviético, me chamo Rafael. Castro. Rafael Castro. Me chamem como quiser.
E venho aqui para dar uma notícia: o Harlequin morreu. Já morria há alguns meses, lenta e imperceptivelmente. E perceptivelmente da mesma forma. Um pouco (um pouco mesmo, na verdade, é tão pouco que nem valia à pena ser comentado) como o que Morpheus faz. Outro aspecto de si toma conta. E Daniel emerge. Ele (Harlequin) decidiu que era a hora de mudar. E agora, aqui estou eu, fazendo uma nota fúnebre de para quem eu já fui e não mais aqui está. Ou não quer estar por enquanto.
Acho que deveria deixar aqui um Epitáfio. "Não fui o mais exemplar dos Harlequins, não saltitei tanto quanto deveria. Mas saltitei o tanto quanto podia". Ou, citando um carinha não muito conhecido "Eu vos dei a minha vida. Agora vos ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História".
Tudo bem. Pode dizer, pensar, escrever. O Epitáfio está horrivel. Se o Harlequin estivesse em condições de dizer algo, escracharia comigo por escrever algo tão... Péssimo quanto o que escrevi. E a citação do bilhete de suicídio de Getúlio Vargas foi por demais melodramática. Mas... É a minha primeira postagem aqui. Vocês podem me perdoar por isso, não podem? Vocês já perdoaram coisas muito piores.
Informações sobre a morte dele/minha:
-eu deixarei de utilizar o título enquanto ele não reencarnar (espero que não ao final do 3º dia, seria péssimo que o fim do mundo chegasse tão cedo). Quando eu voltar a ser Arlequim, aviso.
-Não usarei ♥♦♣♠ por um bom tempo. Talvez, daqui a algum tempo, volte a utilizar os Áses de Espadas.
-Ainda sou um personagem da Arlequinada. Mas sou eu mesmo. Ao menos por enquanto.
-Minhas idealizações, meus "arquétipos" de Colombina ainda acompanham-me. Provavelmente, nunca me livrarei disso. E nem gostaria.
Nota de esclarecimento: se um dia eu realmente bater as botas, eu já combinei com o Caio (Camarada Caio) que ele irá fazer uma postagem
Boa noite, caros amigos.
Bons sonhos.
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quinta-feira, 10 de março de 2011
Volta de Viagem...
Boa noite, meus amigos e amigas.
♠ Como vão vocês? Faço esta postagem como uma espécie de desculpas por não haver postado nos ultimos dias, e destrincho as minhas ações como justificativa. E também (principalmente) porque faço hoje à noite reflexões sobre o porque de Amar é Para Todos e sobre a Querida Liese*, e acho que é bom ter alguem com quem conversar sobre isto. No fundo, este post é muito mais sobre música do que qualquer outra coisa.
♠ Muita coisa pode ter mudado nos ultimos dias, eu espero que as mudanças na vida de vocês tenha sido para melhor.
♠ Pois bem, eu voltei de viagem, e o saldo foi bem positivo, embora o saldo em conta corrente esteja muito próximo do negativo.
♣ Tirei muitas fotos, vi animais incriveis, vi o voo de um flamingo. É uma das coisas mais belas que já vi. Arranjei ainda uma pena de arara e duas de flamingo.
♣ Comprei algumas coisas para mim, algumas lembranças para amigos. Nada demais. E uma das compras que mais me alegrou foi um xadrez, provavelmente feito à mão, comprado em uma cidadezinha chamada Punto do Iguazu, salvo engano. Há engano, depois eu descubro o nome.
♣ Me "apaixonei" três vezes. Provavelmente a palavra real é me "encantei", e faço aqui um aposto para falar sobre isto, e não irá se repetir. A razão para este aposto é que há poucos dias conversei com uma amiga sobre paixonites, e elas também me divertem.
♦ Uma das moças era uma jovem brasileira, acredito que de São Paulo, por quem passei no Parque das Aves. Lembrava bastante a linda Pauley Perrette, e a paixonite passou cerca de duas horas depois, quando peguei a pena da arara.
♦ A segunda foi uma também jovem, também brasileira, cujo nome eu conheço. Passou também depois de pouco tempo, acredito que tenha sido depois de ouvir que meu irmão que quatro meses completa hoje, já está engatinhando.
♦ A ultima foi uma bela mulher, de cerca de trinta anos, argentina, ruiva. A vi por dois momentos, ambos no Parque das Nacional das Águas argentino. E isto me divertiu um pouco enquanto durou, que neste caso seria após andar um bocado até o Salto Adan y Eva.
♠ E agora me retiro deste entorpecimento pueril e volto à minha usual atitude. Me pergunto o que me está fazendo encantar por tantas moças nos ultimos tempos, sendo que foram quatro num espaço de um mês. Me pergunto porque existem as paixões. Me pergunto o porque do amor. E se o Amor é Para Todos?
♠ Eu me lembro que há alguns dias descobri o que é dialética, mas achei estranho. E eu não faço ideia do porque de ter comentado sobre isto. E agora concluirei minha postagem, pois Coraline me aguarda. E ela está segurando uma vela, me convocando. Bons sonhos.
* Esclarecimento: Liebe Ist Für Alle Da é um cd do Rammstein, com músicas belissimas e músicas que eu acho que pode-se classificar como excepcionalmente sinistras [muitas vezes os dois] e Liese é uma música que foi de bônus para quem comprou a edição de colecionador. É uma das belas e sinistras. Não recomendo a leitura da letra de Liese, apenas que escutem. Já a de Roter Sand, cuja melodia é compartilhada com Liese, tudo bem. Agora, vou-me. Estou esperando o Ultimo Voo do Flamingo.
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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Morre Moacyr Scliar
Boa tarde.
♠ Estava hoje pesquisando sobre a Academia Brasileira de Letras e descobri uma coisa inusitada: há duas cadeiras vagas, e a última foi ocupada por Moacyr Scliar.
♠ Certo, tudo bem. Nada mais natural que um escritor morra e a cadeira dele se torne vaga, afinal, diz-se que a academia se constitui por 39 autores e 1 defunto rotativo, principalmente porquê não me parece que algum dos escritores que lá estão tenha menos de 55 anos, e digo 55 porquê é a idade de Mia Couto (e eu estou divagando). Mas o problema é que o cara morreu ontem.
♠ Não sei muito sobre ele, lembro que há muito, muito tempo atrás, li um livro dele, que se chama Um País Chamado Infancia, que foi um dos livros do colégio na minha 7ª Série, e há alguns anos atrás li um ou dois contos, e eu estou divagando novamente. O que eu quero dizer é: o corpo do homem mau esfriou (se é que já esfriou) e já estão se refestelando pela (ex-)cadeira dele.
♠ Pois bem, mais algumas informações: a foto acima foi tirada em 2003, então pode-se ter uma ideia da idade dele. Chutou quanto? Faltava pouquinho menos de um mês para que ele fizesse 74.
♠ Pois bem, já fiz o post, falei um pouquinho e compartilhei a informação. A propósito: eu falei a vocês que sou um ignorante? Tem umas duas semanas (farão 14 dias amanhã) que descobri que há uns 8 meses o Caetano Veloso escreve todo domingo para o A Tarde (o da Bahia, ao menos) e o Verissimo publicou um artigo no mesmo caderno que vi o do Caetano. (é no B). Bem, é isso.
♠ Desejo que todos vocês fiquem bem e que o Moacyr esteja em paz.
Bons sonhos a todos.
♠ Estava hoje pesquisando sobre a Academia Brasileira de Letras e descobri uma coisa inusitada: há duas cadeiras vagas, e a última foi ocupada por Moacyr Scliar.
♠ Certo, tudo bem. Nada mais natural que um escritor morra e a cadeira dele se torne vaga, afinal, diz-se que a academia se constitui por 39 autores e 1 defunto rotativo, principalmente porquê não me parece que algum dos escritores que lá estão tenha menos de 55 anos, e digo 55 porquê é a idade de Mia Couto (e eu estou divagando). Mas o problema é que o cara morreu ontem.
♠ Não sei muito sobre ele, lembro que há muito, muito tempo atrás, li um livro dele, que se chama Um País Chamado Infancia, que foi um dos livros do colégio na minha 7ª Série, e há alguns anos atrás li um ou dois contos, e eu estou divagando novamente. O que eu quero dizer é: o corpo do homem mau esfriou (se é que já esfriou) e já estão se refestelando pela (ex-)cadeira dele.
♠ Pois bem, mais algumas informações: a foto acima foi tirada em 2003, então pode-se ter uma ideia da idade dele. Chutou quanto? Faltava pouquinho menos de um mês para que ele fizesse 74.
♠ Pois bem, já fiz o post, falei um pouquinho e compartilhei a informação. A propósito: eu falei a vocês que sou um ignorante? Tem umas duas semanas (farão 14 dias amanhã) que descobri que há uns 8 meses o Caetano Veloso escreve todo domingo para o A Tarde (o da Bahia, ao menos) e o Verissimo publicou um artigo no mesmo caderno que vi o do Caetano. (é no B). Bem, é isso.
♠ Desejo que todos vocês fiquem bem e que o Moacyr esteja em paz.
Bons sonhos a todos.
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Gregorio de Matos - Sal, Cal e Alho
Boa noite!
♠ A postagem da noite é um curtissimo poema do ilustre Gregorio de Matos. Tenho orgulho que este cara tenha sido da minha Bahia, embora nem sempre tenha orgulho dela.
♠ Extraí o poema deste site, não tenho certeza de onde foi publicada primeiramente esta... Obra única.
♠ Estou refletindo há, talvez, meia hora sobre este poema, sem conseguir chegar a uma conclusão real sobre ele. Estou apenas encarando o monitor, no site em que li o poema, e achei que talvez me sentisse melhor se compartilhasse isso com vocês.
"Sal, cal, e alho
caiam no teu maldito caralho. Amém.
O fogo de Sodoma e de Gomorra
em cinza te reduzam essa porra. Amém
Tudo em fogo arda,
Tu, e teus filhos, e o Capitão da Guarda."
♠ Na realidade, cheguei a algumas conclusões:
♣ Eu espero nunca irritar ninguém a ponto de me rogarem uma praga dessas.
♣ Segundo... O "Mestre" amaldiçoava muito, muito bem.
♠ E estou improdutivo pelo resto da noite, paro por aqui.
Bons sonhos...
♠ A postagem da noite é um curtissimo poema do ilustre Gregorio de Matos. Tenho orgulho que este cara tenha sido da minha Bahia, embora nem sempre tenha orgulho dela.
♠ Extraí o poema deste site, não tenho certeza de onde foi publicada primeiramente esta... Obra única.
♠ Estou refletindo há, talvez, meia hora sobre este poema, sem conseguir chegar a uma conclusão real sobre ele. Estou apenas encarando o monitor, no site em que li o poema, e achei que talvez me sentisse melhor se compartilhasse isso com vocês.
"Sal, cal, e alho
caiam no teu maldito caralho. Amém.
O fogo de Sodoma e de Gomorra
em cinza te reduzam essa porra. Amém
Tudo em fogo arda,
Tu, e teus filhos, e o Capitão da Guarda."
♠ Na realidade, cheguei a algumas conclusões:
♣ Eu espero nunca irritar ninguém a ponto de me rogarem uma praga dessas.
♣ Segundo... O "Mestre" amaldiçoava muito, muito bem.
♠ E estou improdutivo pelo resto da noite, paro por aqui.
Bons sonhos...
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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Hoje, e só Hoje...
Boa noite.
♠ Hoje eu estou triste. E esta postagem não irá fazer sentido para a maior parte de vocês.
♠ Tem uma música que diz assim:
"Eu estou tão feliz,
Porque hoje eu encontrei meus amigos.
Eu sou tão feio, mas tá tudo bem,
Porque você também é, nós quebramos nossos espelhos.
Manhã de domingo é tudo
Para tudo o que me importa
Acenda minhas velas com alegria
Porque eu encontrei Deus.".
♠ E uma outra que diz que "Todos irão amar hoje".
♠ E eu não sei as palavras para esta postagem, não sei como ligar os pensamentos, os sentimentos, os...
♠ Eu irei apenas colocar para fora as palavras que me assombram hoje:
♠ Irei fazer uma recapitulação dos ultimos dois dias:
♣ Ontem um grande amigo me contou algo que, apesar de não me afetar diretamente, me deixou com algumas lágrimas nos olhos,
♣ Ontem eu discuti com a minha Perpetua favorita, disse a ela coisas que me arrependo hoje, mas que eu acho que ela mereceu ouvir. Ela continua sendo um amor, e eu ainda a amo, mas acho que ela mereceu ouvir o que eu disse,
♣ Hoje eu ouvi uma música muito triste e bonita,
♣ E devo superar isto. Prometo ao S... que vou. Mas, por hoje, e só hoje, eu estou triste. Bastante.
♠ No livro que estou lendo, uma das personagens tem uma filha, que morre. A certa altura do livro, alguém diz a ela que ela irá ter outra filha, mas ele sabe que uma pessoa não substitui outra. Nunca. Quando alguém vai embora, se foi. Quando um amor se parte, nada irá substituir completamente ele. Você ainda poderá sentir, numa noite chuvosa e solitária de Maio as cinzas mornas, ou num colorido dia no auge da Primavera, aquela dor. E quando alguém morre, é algo muito triste.
♠ Lembro que a primeira vez que realmente pensei sobre como é quando alguém se vai foi no ano passado, ouvindo Hurt, do Sr. Johnny Cash (esta é provavelmente a minha música preferida e que me traz mais epifanias) e eu pensei isto, mas provavelmente alguém já disse antes:
-Quando alguém morre, é muito triste. Ela nunca mais irá estar aqui para sorrir, alegrar, chorar, sofrer, desesperar, encantar, viver. Ela ainda estará nas recordações de quem se lembra com carinho (a palavra correta é "Amor"), mas... São as memórias (nunca "apenas as memorias") que ficam, a pessoa se foi, para nunca mais voltar. E isto é algo um tanto quanto assustador.
♠ Não faço sentido, sei disso. E amanhã estarei de volta ou não fazer sentido usual, com uma postagem sobre inclusão social.
♠ Fora isto, descobri um jogo bem bacana, conversei com um o "Kabbalista" (ou como quer que ele escreva) e vou fazer back-up do computador.
♠ Conversei há pouco com o "Camarada Caio", e concordamos que ele não mais irá postar sobre Nacional-Socialismo aqui, pois, apesar de que eu acredito que todos tem o direito de crer no que bem entenderem, a Policia Federal não brinca em serviço, e eu não estou muito desejoso de ser investigado por qualquer agência antes de... Bem, antes de qualquer coisa que eu possa pensar e acho que os leitores do blog provavelmente pensam da mesma forma.
♠ Pois bem, pessoal... Eu tenho mais coisas para fazer e uma tristeza para curtir. Talvez a tristeza seja o suficiente para um pouco de vinho tinto e músicas antigas. Mas eu espero amanhã já estar melhor.
Desejo-lhes bons sonhos.
♠ Hoje eu estou triste. E esta postagem não irá fazer sentido para a maior parte de vocês.
♠ Tem uma música que diz assim:
"Eu estou tão feliz,
Porque hoje eu encontrei meus amigos.
Eu sou tão feio, mas tá tudo bem,
Porque você também é, nós quebramos nossos espelhos.
Manhã de domingo é tudo
Para tudo o que me importa
Acenda minhas velas com alegria
Porque eu encontrei Deus.".
♠ E uma outra que diz que "Todos irão amar hoje".
♠ E eu não sei as palavras para esta postagem, não sei como ligar os pensamentos, os sentimentos, os...
♠ Eu irei apenas colocar para fora as palavras que me assombram hoje:
♠ Irei fazer uma recapitulação dos ultimos dois dias:
♣ Ontem um grande amigo me contou algo que, apesar de não me afetar diretamente, me deixou com algumas lágrimas nos olhos,
♣ Ontem eu discuti com a minha Perpetua favorita, disse a ela coisas que me arrependo hoje, mas que eu acho que ela mereceu ouvir. Ela continua sendo um amor, e eu ainda a amo, mas acho que ela mereceu ouvir o que eu disse,
♣ Hoje eu ouvi uma música muito triste e bonita,
♣ E devo superar isto. Prometo ao S... que vou. Mas, por hoje, e só hoje, eu estou triste. Bastante.
♠ No livro que estou lendo, uma das personagens tem uma filha, que morre. A certa altura do livro, alguém diz a ela que ela irá ter outra filha, mas ele sabe que uma pessoa não substitui outra. Nunca. Quando alguém vai embora, se foi. Quando um amor se parte, nada irá substituir completamente ele. Você ainda poderá sentir, numa noite chuvosa e solitária de Maio as cinzas mornas, ou num colorido dia no auge da Primavera, aquela dor. E quando alguém morre, é algo muito triste.
♠ Lembro que a primeira vez que realmente pensei sobre como é quando alguém se vai foi no ano passado, ouvindo Hurt, do Sr. Johnny Cash (esta é provavelmente a minha música preferida e que me traz mais epifanias) e eu pensei isto, mas provavelmente alguém já disse antes:
-Quando alguém morre, é muito triste. Ela nunca mais irá estar aqui para sorrir, alegrar, chorar, sofrer, desesperar, encantar, viver. Ela ainda estará nas recordações de quem se lembra com carinho (a palavra correta é "Amor"), mas... São as memórias (nunca "apenas as memorias") que ficam, a pessoa se foi, para nunca mais voltar. E isto é algo um tanto quanto assustador.
♠ Não faço sentido, sei disso. E amanhã estarei de volta ou não fazer sentido usual, com uma postagem sobre inclusão social.
♠ Fora isto, descobri um jogo bem bacana, conversei com um o "Kabbalista" (ou como quer que ele escreva) e vou fazer back-up do computador.
♠ Conversei há pouco com o "Camarada Caio", e concordamos que ele não mais irá postar sobre Nacional-Socialismo aqui, pois, apesar de que eu acredito que todos tem o direito de crer no que bem entenderem, a Policia Federal não brinca em serviço, e eu não estou muito desejoso de ser investigado por qualquer agência antes de... Bem, antes de qualquer coisa que eu possa pensar e acho que os leitores do blog provavelmente pensam da mesma forma.
♠ Pois bem, pessoal... Eu tenho mais coisas para fazer e uma tristeza para curtir. Talvez a tristeza seja o suficiente para um pouco de vinho tinto e músicas antigas. Mas eu espero amanhã já estar melhor.
Desejo-lhes bons sonhos.
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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Teorias sobre a Loucura
♠ Bom dia novamente, senhoras e senhores!
♠ Ontem (na realidade, hoje de madrugada), eu pensei um pouco sobre uma frase de Einstein e decidi que postaria algo sobre o assunto (o texto é longo, mas na realidade, é bem curto).
♠ É uma canção de Infected Mushroom, uma banda Israelense e (que eu considero) psicodélica. (continua lá embaixo)
Becoming Insane
Não me recordo o que passou
Nem me dou conta do que me picou
Tudo da voltas como um carrossel
Loucura percorre toda minha pele
Acorde-me antes que eu mude de novo
Lembre-me da história que eu não fico insano
Fale-me por que isso é sempre igual
Me explique a razão de eu estar sentindo tanta dor
Antes que eu mude de novo...
Lembre-me da história que eu não fico insano
Antes que eu mude de novo...
Lembre-me da história que eu não fico insano
(x2):
Vou perdendo, perdendo
Vou perdendo, perdendo
Vou perdendo, perdendo
Vou perdendo, perdendo
Vou perdendo o chão
Eu estou ficando Insano
Insano, Insano, Insano, Insano, Insano, Estou me
tornando Insano!!!
♠ Lembrei desta citação: A questão que às vezes me deixa louco; Louco sou eu ou são os outros? (Albert Einstein). Gee! Eu não sei!
♠ Um fato interessante: o nome original do blog era Teorias e Conspirações de Um Insano, mas aí resolvi mudar. Assim é mais alegre.
♠ Retirei a letra daqui:
♠ Outro dia redescobri este post em um blog. Vale a pena ver.
http://coisas-da-gigi.blogspot.com/2009/12/criminal-minds-algumas-de-suas-citacoes.html
♠ Fiquem bem, loucos.
Bons sonhos.
♠ Ontem (na realidade, hoje de madrugada), eu pensei um pouco sobre uma frase de Einstein e decidi que postaria algo sobre o assunto (o texto é longo, mas na realidade, é bem curto).
♠ É uma canção de Infected Mushroom, uma banda Israelense e (que eu considero) psicodélica. (continua lá embaixo)
♠ O video está acima e eu reparei que a tradução não se aplica a todos os trechos em Espanhol. Sinto muito.
♠ Eu não me considero normal. O que é ser normal? Eu não faço a menor ideia. A interpretação é por conta do freguês. (continua lá embaixo...)
Becoming Insane
Não me recordo o que passou
Nem me dou conta do que me picou
Tudo da voltas como um carrossel
Loucura percorre toda minha pele
Acorde-me antes que eu mude de novo
Lembre-me da história que eu não fico insano
Fale-me por que isso é sempre igual
Me explique a razão de eu estar sentindo tanta dor
Antes que eu mude de novo...
Lembre-me da história que eu não fico insano
Antes que eu mude de novo...
Lembre-me da história que eu não fico insano
(x2):
Vou perdendo, perdendo
Vou perdendo, perdendo
Vou perdendo, perdendo
Vou perdendo, perdendo
Vou perdendo o chão
Eu estou ficando Insano
Insano, Insano, Insano, Insano, Insano, Estou me
tornando Insano!!!
♠ Lembrei desta citação: A questão que às vezes me deixa louco; Louco sou eu ou são os outros? (Albert Einstein). Gee! Eu não sei!
♠ Um fato interessante: o nome original do blog era Teorias e Conspirações de Um Insano, mas aí resolvi mudar. Assim é mais alegre.
♠ Retirei a letra daqui:
♠ Outro dia redescobri este post em um blog. Vale a pena ver.
http://coisas-da-gigi.blogspot.com/2009/12/criminal-minds-algumas-de-suas-citacoes.html
♠ Fiquem bem, loucos.
Bons sonhos.
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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Passagem de Lugar Nenhum com "As Fúrias"
Boa noite a todos!
♠ Como está a vida, pessoal?
♠ Passo aqui rapidamente para falar com vocês (todos os seguidores do blog e os nossos amigos e inimigos imaginários) e postar algo que me alguém me perguntou. É apenas mais uma insanidade/inutilidade. Isto se dará na ordem inversa.
♠ É uma pequena citação do... Neil Gaiman. Ela aparece em duas ocasiões: a primeira (cronologicamente, eu li a outra primeiro) é em Entes Queridos, dita pelas "Fúrias" (certo, desculpem, As Graciosas lhes é mais agradável. Mas é mais fácil escrever assim.) ao serem indagadas de sua idade. A segunda foi com Hunter, de Lugar Nenhum. Passei alguns anos querendo dizer isto a alguém, e esta semana consegui! (nossa, agora, pensando sobre isto parece meio... Pueril. "Oh, bem, que seja! Não importa!").
♠ A citação é "Sou mais velho/a que meus dentes e da mesma idade de minha lingua".
♠ O significado é que quem perguntou provavelmente nunca irá saber sua verdadeira idade. E você não estará mentindo. Nem omitindo: você nasce com lingua, correto? E ela nasce ao mesmo tempo que você, então é da sua idade. Já seus dentes... Eu diria que provavelmente (provavelmente, não é impossivel) você não é humano se você já nasceu com dentes.
♥♦♣♠♣♠♥♦♥♦♣♠♥♣♠♦♥♦♣♠♣♠♥♦♥♦♣♠♥♣♠♦♥♦♣♠♣♠♥♦♥♦♣♠♥♣♠♦♥♦♣♠♣♠♥♦♥♦♣♠♥♣♠♦♥♦♣♠♣♠♥♦♥♦♣♠♥♣♠♦
♠ A segunda coisa é uma pergunta... Gostaria de saber o que vocês achariam se nós adicionássemos um podcast para tocar música aqui. Façamos o seguinte: eu vou perguntar o que o novo membro da equipe acha e, se não tiver nenhum comentário contra, nós colocaremos.
♠ A terceira coisa, e que não estava programada é sobre os "signos" do baralho. Copas, Ouros, Paus e Espadas. Sempre pensei neles com uma cor específica. Copas era Vermelho. Ouros era ou Dourado ou Laranja. Espadas era sempre preto. Mas paus... Paus eu nunca pensei. Mais cedo pensei um pouquinho sobre isto, e decidi que Branco seria. Se as Clarices Starling (quem é, sabe) do mundo não conseguirem ver ou ler alguma coisa, basta selecionar com o mouse e ler.
♠ E, a quarta e ultima coisa antes que vocês que estão lendo possam se ver livre de mim é: Requiem Por Um Sonho. Bons sonhos:
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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
A Tempestade
Boa tarde a todos (certo, nós temos menos de dez seguidores, e grande parte é composta pelos autores, mas bola para a frente, como diz um amigo meu).
♠ Há cerca de três dias algo tem fermentado na minha mente. E agora, aqui estou eu, bebendo/masclando um chimarrão horroroso (o mate que comprei tem uns palitinhos [e já estou bebendo isto tem umas duas horas, está frio e forte. Horroroso]), ouvindo Reise Reise (o cd) quase pela terceira vez numa sequencia. E decidi tentar fazer disto uma postagem.
♠ Não sabia o que colocar no título novamente, mas aí me lembrei de Sandman e achei apropriado.
♠ Pois bem, lá vou eu:
♠ Eu gosto de chuva. Gosto muito mesmo. Quando eu era pequeno, sempre que chovia muito, eu era liberado de ir para o colégio. Depois, fui me acostumando, me acostumando e hoje, adoro chuva. Moro numa cidade quente, muito quente, e quando chove, Salvador fica mais limpa! E choveu uns dois dias. Eu achei estranho, pois geralmente, a temporada de chuvas é em Maio. Então eu descobri que chovia muito mesmo em outros lugares. E isto me entristeceu.
♠ Sem chuva nós não vivemos, mas... Tanto assim é algo abusivo! Tem lugares aqui no Nordeste que não chove há mais tempo do que deveria ser permitido. Mas quando chove, é uma desgraça.
♠ Até este momento (16:25, horário local de 14/01/20110, há cerca de 515 mortos no Rio. Quantas mais pessoas terão perdido suas casas, seus móveis, seus entes queridos? Li em A Arte da Guerra que quando alguém é convocado para a guerra, isto exige o esforço de outras sete pessoas. Isto é um dado de uns 2.500 anos atrás e é para a Guerra Chinesa, mas usarei este dado para ilustrar. Segundo minha conta, cerca de 3700 pessoas perderam um ente querido. Por alto e com um dado de milênios atrás. Quantas mais pessoas irão descobrir que perderam um filho, uma irmã, um pai?
♠ Certo, agora é oficial: o chimarrão está impraticável (já joguei fora) e Reise Reise está tocando pela terceira vez.
♠ E eu não tenho a menor ideia do que eu realmente quero com esta postagem. Talvez eu esteja me lembrando do título da música Mann Gegen Mann: Homem Contra Homem. Só o título, já que a música tem um significado completamente diferente.
♠ Me lembro que algum tempo atrás houve um tornado ou algo do tipo, em Santa Catarina, se não me engano. E houveram muitos escandalos de pessoas que estavam roubando as doações. E me pergunto: como podemos ser tão ruins? Tem pessoas que são magníficas, ajudam mesmo quando não podem, são a verdadeira prova de que anjos existem. Mas... Existem aqueles que só se importam com o próprio umbigo. Homem Contra Homem.
♠ Bem... Desejo que todos aqueles desabrigados, feridos e "orfãos" fiquem bem. E aos que por aqui passam uma boa vida. Aos que não passam por aqui também. E aos ladrões, corruptos e sem-caráter, (roubo esta frase de Leônidas): "Que vocês vivam para sempre". Bons sonhos.
♠ Há cerca de três dias algo tem fermentado na minha mente. E agora, aqui estou eu, bebendo/masclando um chimarrão horroroso (o mate que comprei tem uns palitinhos [e já estou bebendo isto tem umas duas horas, está frio e forte. Horroroso]), ouvindo Reise Reise (o cd) quase pela terceira vez numa sequencia. E decidi tentar fazer disto uma postagem.
♠ Não sabia o que colocar no título novamente, mas aí me lembrei de Sandman e achei apropriado.
♠ Pois bem, lá vou eu:
♠ Eu gosto de chuva. Gosto muito mesmo. Quando eu era pequeno, sempre que chovia muito, eu era liberado de ir para o colégio. Depois, fui me acostumando, me acostumando e hoje, adoro chuva. Moro numa cidade quente, muito quente, e quando chove, Salvador fica mais limpa! E choveu uns dois dias. Eu achei estranho, pois geralmente, a temporada de chuvas é em Maio. Então eu descobri que chovia muito mesmo em outros lugares. E isto me entristeceu.
♠ Sem chuva nós não vivemos, mas... Tanto assim é algo abusivo! Tem lugares aqui no Nordeste que não chove há mais tempo do que deveria ser permitido. Mas quando chove, é uma desgraça.
♠ Até este momento (16:25, horário local de 14/01/20110, há cerca de 515 mortos no Rio. Quantas mais pessoas terão perdido suas casas, seus móveis, seus entes queridos? Li em A Arte da Guerra que quando alguém é convocado para a guerra, isto exige o esforço de outras sete pessoas. Isto é um dado de uns 2.500 anos atrás e é para a Guerra Chinesa, mas usarei este dado para ilustrar. Segundo minha conta, cerca de 3700 pessoas perderam um ente querido. Por alto e com um dado de milênios atrás. Quantas mais pessoas irão descobrir que perderam um filho, uma irmã, um pai?
♠ Certo, agora é oficial: o chimarrão está impraticável (já joguei fora) e Reise Reise está tocando pela terceira vez.
♠ E eu não tenho a menor ideia do que eu realmente quero com esta postagem. Talvez eu esteja me lembrando do título da música Mann Gegen Mann: Homem Contra Homem. Só o título, já que a música tem um significado completamente diferente.
♠ Me lembro que algum tempo atrás houve um tornado ou algo do tipo, em Santa Catarina, se não me engano. E houveram muitos escandalos de pessoas que estavam roubando as doações. E me pergunto: como podemos ser tão ruins? Tem pessoas que são magníficas, ajudam mesmo quando não podem, são a verdadeira prova de que anjos existem. Mas... Existem aqueles que só se importam com o próprio umbigo. Homem Contra Homem.
♠ Bem... Desejo que todos aqueles desabrigados, feridos e "orfãos" fiquem bem. E aos que por aqui passam uma boa vida. Aos que não passam por aqui também. E aos ladrões, corruptos e sem-caráter, (roubo esta frase de Leônidas): "Que vocês vivam para sempre". Bons sonhos.
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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Virando Wodwo - Neil Gaiman
♠ Esta é a minha última postagem do ano. Espero terminá-la a tempo.
Virando Wodwo
Despir minha camisa, meu livro, meu casaco, minha vida
Deixá-los, cascas vazias e folhas secas
Ir em busca de comida e de uma nascente
De água fresca.
Encontrarei uma árvore tão grossa quanto dez homens gordos
Água cristalina correndo entre suas raízes cinzentas
Bagos encontrarei, maçãs selvagens e nozes,
E chamarei tudo de lar.
Direi ao vento meu nome, e a mais ninguém.
A verdadeira loucura nos toma ou nos deixa na floresta
na metade da vida de todos nós. Minha pele será
meu rosto agora.
Eu devo ser doido. Deixando a razão com os sapatos e a casa,
meu estômago dói. Cambalearei através do verde
rumo a minhas raízes, e folhas e espinhos e botões,
e tremerei.
Abandonarei as palavras para andar no mato
Serei o homem da floresta, saudarei o sol,
E sentirei o silêncio brotar na minha lingua
como linguagem.
♠ Análise... É um homem (quero dizer ser humano) (ele me lembra um pouco Richard Mayhew de Lugar Nenhum) que se cansa da vida de... humano e abandona tudo para ser um Wodwo (ou Wodwose, protetor das florestas). E não há muito mais para se dizer, o poema fala por si. O eu-lírico (deve ter alguns meses que não uso esta palavra) deixa tudo que ele tinha como sagrado para tentar ser feliz. Ele escolhe a felicidade da floresta, longe do Ser Humano, em contato apenas com seres que não desejam mal uns aos outros. Não é uma má troca. Vocês a fariam?
♠ Pois bem, estou cansado, tenho alguma fome e é ano novo em cinco minutos. Vou-me agora. Até o ano que vem.
♠ Bons sonhos, bom ano novo e boa vida a todos.
P.S.: a hora de publicação estará como 00:5equalquercoisa, mas continuo me referindo como 23:5emuitos porque o Brasil está em horário de verão, mas o Norte-Nordeste não. Bem, lá vai... Boa noite, bons sonhos. Que Sandman e todos os Perpétuos lhe abençoem.
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A Dança Das Fadas - Neil Gaiman
Boa noite a todos.

♠ Estava pensando se postaria alguma coisa no dia do ano novo e pensei... Pra quê melhor? Neil Gaiman!
♠ Talvez poste mais um poema depois deste, mas devo avisar: descumprirei minha promessa da análise de A Câmara Secreta, ao menos no futuro próximo.
♠ Boa leitura.
A Dança Das Fadas
Se eu fosse jovem e o sonho e a morte
fossem distantes como então,
Não partiria minh'alma ao meio,
guardando dela aqui um quinhão
Que tentaria o mundo das fadas
alcançar, mas sempre em vão
Enquanto a outra parte dela
andasse pela escuridão
Até curvar-se e dar três beijos
numa bela fada de maio
Que águias do céu arrancaria, com elas
pregando-me a um raio
E se meu coração fugisse dela,
se se desvencilhasse dela,
Num ninho de estrelas envolto
a fada ainda o traria com ela
Até que dele se cansasse,
quando enfarada o deixaria
Num rio de fogo onde meninos
o acabariam roubando um dia,
O iriam pegar, dele abusar,
puxando-o, deixando-o fino,

Partindo-o em quatro fios
p'ra encordoar algum violino.
E todo dia e toda noite
tocariam nele um madrigal
Que todos poria p'ra dançar
de tão estranho e sensual,
E o público rodopiaria,
saltitaria, cantaria em coro
Até que, com o olhar em brasa,
desabaria em rodas de ouro....
Mas isso foi há sessenta anos,
e jovem eu já não mais sou:
Para tocar além do sol
meu coração já alçou voo.
Com mente e olhar cheios de inveja,
admiro as almas isoladas
Que tal vento lunar não sentem,
alheias à Dança das Fadas,
Que não seduzem que não as ouve,
quem não se atreve a ser tão forte.
Quando eu era jovem, eu era um tolo. Então
me envolvam em sonho e morte.
♠ Ok. Faltam quarenta (e um) minutos para o Ano Novo aqui na Bahia. Isso me dá mais uns dez minutos para terminar esta postagem e mais meia hora para fazer a próxima.
♠ Certo, certo, a análise.
♠ Considero este um dos melhores poemas do livro e possivelmente um dos melhores do Neil (ainda não é melhor que A Paixão do Arlequim, mas...). Este belo poema fala sobre um senhor que está se lembrando de sua juventude (ao menos é o que me parece). Ele então discorre sobre suas peripécias de jovem e tolo. Sobre como ele se apaixonou por uma fada, sobre como se amarrou a uma águia, como divertiu jovens na Grande Noite (não me pergunte o que quero dizer com isso, ainda não tenho certeza).
♠ Então, ele acorda, e percebe que tudo aquilo já passou, e ele é apenas um velho. Gosto de pensar que ele se volta para o "sonho e a morte" como Morpheus fez: uma espécie de constatação da realidade: está na hora de mudar. Espero que quando chegue a minha hora, eu possa fazer esta constatação com tanta elegância assim.
♠ Provavelmente estou falando baboseiras, estou meio cansado, estou triste, estou com borboletas no estômago. Estou também com vergonha e há séculos eu não analiso um poema. E, como sempre, estou analisando este poema com base em como me sinto.
Bons sonhos a todos.
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
A mentira e a desinformação/informação seletiva
Há um grande equívoco conceitual em relação as duas formas de engodo. A mentira, mãe das grandes abominações, é algo muito pouco praticado pelos políticos e pela elite em geral. A mentira suja as mãos e é injustificável.
"Mentira é uma declaração feita por alguém que acredita ou suspeita que ela seja falsa, na expectativa de que os ouvintes ou leitores possam acreditar nela. Portanto uma declaração verdadeira pode ser uma mentira se o falante acredita que ela seja falsa; e histórias de ficção, embora falsas, não são mentiras."
Logo, mentir é criar um falso engodo, baseado em fatos não existentes (os quais o enunciante acredita serem falsos) e enuncia-lo como sendo uma verdade, no intuito de enganar e incutir idéias de uma forma larápia.
A mentira não pode ser explicada, por isso, seu uso é de risco muito alto. Já a desinformação seletiva é um método mais inteligente e sutil de enganar. Neste processo, o enunciante, munido de um fato ou idéia verdadeira, altera sua sequência ou omite fatos de forma que a história pareça outra. Desinformar seletivamente é exibir apenas os pontos de seu interesse de forma que a comédia que você invetou pareça realidade. Se você tem uma afirmação (tomemos por exemplo "eu matei"), você tem dois caminhos para nega-la. A primeira é mentir. Mentir de forma seca (eu não matei) é o artefato mais inútil para uma pessoa em apuros (como um ladrão que diz na delegacia "não roubei não senhor"). Com muito pouco de jogo mental qualquer um é capaz de inverter a história e encontrar a suposta verdade. Rodeios e enfeites na mentira (como por exemplo, jogar a culpa nos outros, negando a sua) é uma forma um pouco mais inteligente de evitar que desvendem o seu engodo. Mas desinformar seletivamente é uma arte. Se você possui "eu matei", narrativa de um único fato, você pode alterar a ordem cognitiva da frase de forma que uma pessoa entenda uma coisa que você nunca disse. A desinformação seletiva é irmã da informação seletiva.
Se você informa a pessoa com "eu jamais seria capaz de matar alguém" (exemplo mais simples da informação seletiva) você torna subjetivo para a maioria das pessoas que você não matou. Assim, com um pouco apenas de trabalho, você pode fazer alguém entender algo que você nunca enunciou, podendo assim desviar das futuras acusações, inclusive, gerando mais informação inútil ou ocultando peças da narrativa de forma que ela se pareça com a história ao inverso.
"Mentira é uma declaração feita por alguém que acredita ou suspeita que ela seja falsa, na expectativa de que os ouvintes ou leitores possam acreditar nela. Portanto uma declaração verdadeira pode ser uma mentira se o falante acredita que ela seja falsa; e histórias de ficção, embora falsas, não são mentiras."
Logo, mentir é criar um falso engodo, baseado em fatos não existentes (os quais o enunciante acredita serem falsos) e enuncia-lo como sendo uma verdade, no intuito de enganar e incutir idéias de uma forma larápia.
A mentira não pode ser explicada, por isso, seu uso é de risco muito alto. Já a desinformação seletiva é um método mais inteligente e sutil de enganar. Neste processo, o enunciante, munido de um fato ou idéia verdadeira, altera sua sequência ou omite fatos de forma que a história pareça outra. Desinformar seletivamente é exibir apenas os pontos de seu interesse de forma que a comédia que você invetou pareça realidade. Se você tem uma afirmação (tomemos por exemplo "eu matei"), você tem dois caminhos para nega-la. A primeira é mentir. Mentir de forma seca (eu não matei) é o artefato mais inútil para uma pessoa em apuros (como um ladrão que diz na delegacia "não roubei não senhor"). Com muito pouco de jogo mental qualquer um é capaz de inverter a história e encontrar a suposta verdade. Rodeios e enfeites na mentira (como por exemplo, jogar a culpa nos outros, negando a sua) é uma forma um pouco mais inteligente de evitar que desvendem o seu engodo. Mas desinformar seletivamente é uma arte. Se você possui "eu matei", narrativa de um único fato, você pode alterar a ordem cognitiva da frase de forma que uma pessoa entenda uma coisa que você nunca disse. A desinformação seletiva é irmã da informação seletiva.
Se você informa a pessoa com "eu jamais seria capaz de matar alguém" (exemplo mais simples da informação seletiva) você torna subjetivo para a maioria das pessoas que você não matou. Assim, com um pouco apenas de trabalho, você pode fazer alguém entender algo que você nunca enunciou, podendo assim desviar das futuras acusações, inclusive, gerando mais informação inútil ou ocultando peças da narrativa de forma que ela se pareça com a história ao inverso.
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