Este blog é dedicado para os amantes das diversas coisas, entre elas, Palavras, Sonhos, Teorias, Conspirações, Livros e Músicas. Sei que há muitas pessoas assim. Meu desafio (e da minha equipe) será encontrá-las.
Postaremos aqui as mais diversas coisas, mas sempre com um curto parecer sobre o que foi postado. Boa leitura.
Está de um amarelo intenso, quase laranja. Ouço Space Bound e me perco admirando-a, reflito sobre uma das primeiras frases de meu filme preferido: "somos humanos porque admiramos as Estrelas ou admiramos as Estrelas porque somos humanos?"
Decidi há alguns dias que vou ouvir Rabbit Heart até odiar.
Não tenho tido muito sucesso. Muito pelo contrário, só tenho pensado em preços e sacrifícios, e na Teoria do Caos.
Mas isso também tem um preço.
E o Sol está para nascer, e eu sinto que já estou me transformando numa estátua de ouro...
Essa combina com muitos casais separados não por sua vontade, mas por sua falta de possibilidades, que um dia tem a certeza de que irão se encontrar, eu também tenho e torço por isso, o amor é lindo, e deve prevalecer, é preciso amar para se viver!
Em breve, algo bom
Algo que podemos compartilhar, entende
Podem ser boas notícias, nós podemos compartilhar
Alguma coisa está vindo, eu ouço em todo lugar
(viva isso) é a história de nossas vidas
(acredite nisso) é o jeito que sempre fomos
(viva isso) as montanhas podem dividir
(acredite nisso) nos podemos chegar ao mar
Acredito que podemos mudar
Podemos fazer disso mais que um sonho
E acredito que podemos mudar
Não é tão estranho quanto parece
No ar, posso sentir
Algo mágico, se tornando real
Do outro lado, olhando
Venha, jogue os dados e essa noite iremos ganhar
(viva isso) é a história de nossas vidas
(acredite nisso) é o jeito que sempre fomos
(viva isso) as montanhas podem dividir
(acredite nisso) nos podemos chegar ao mar
Acredito que podemos mudar
Podemos fazer disso mais que um sonho
E acredito que podemos mudar
Não é tão estranho quanto parece
Acredito que podemos mudar
Podemos fazer disso mais que um sonho
E acredito que podemos mudar
Não é tão estranho quanto parece
Dirigindo pela noite
Só você e eu
Mais rápido que o pálido brilho da lua
Algo está chamando (chamando, chamando)
Nos chamando longe
Você acredita?
O céu é um lugar melhor
Nós estaramos lá numa batida de coração
Acredito que podemos mudar
Podemos fazer disso mais que um sonho
E acredito que podemos mudar
Não é tão estranho quanto parece
Não é tão estranho quanto parece
Acredito que podemos mudar
Podemos fazer disso mais que um sonho
E acredito que podemos mudar
Não é tão estranho quanto parece
Acredito que podemos mudar
Podemos fazer disso mais que um sonho
E acredito que podemos mudar
Não é tão estranho quanto parece
Oi.
Gosto muito desse gracejo do Gaiman em Fim dos Mundos. Na edição brasileira, foi alterado para "Fim dos mudos. Não mudos, mundos", e eu prefiro o original.
Há algumas semanas, me deparei com uma imagem, e eu discordei tanto dela...
Não vou fazer uma outra postagem sobre, literalmente, o fim dos mundos. Lembrei agora de um gracejo em Os Filhos de Anansi. Sobre onde era o fim do mundo e que era também o início, depende apenas da forma omo você olha.
Discordei por causa de um dos contos de Fim Dos Mundos, o "Uma História de Duas Cidades".
"Robert sacudiu a cabeça. 'Passei a vida inteira caminhando pela cidade. Esta não é a cidade, ainda que em certos momentos eu reconheça fragmentos dela, como alguém identificando um verso de um poema familiar num livro que nunca leu.'
O velho pôs a mão sobre o ombro de Robert.
'Esta é a cidade', repetiu.
'Então... Em que parte dela estamos?'
"Acho...' O velho fez uma pausa. O vento soprava frio no alto da ponte. 'Estou aqui há muitos, muitos anos. Quantos, não sei. E nesse tempo todo tive tempo para pensar.
Talvez uma cidade seja um ser vivo. Afinal, todas tem sua própria personalidade.
Los Angeles não é Viena. Londres não é Moscou. Chicago não é Paris. Toda cidade é uma coleção de vidas e construções, e a personalidade de cada uma é única.'
'E daí?'
'Daí que, se uma cidade tem personalidade, talvez também possua alma. Talvez sonhe.
Acho que estamos nisso. Nos sonhos da cidade. É por isso que alguns lugares são quase reconhecíveis. É por isso que quase sabemos onde estamos.'
'Você acha que estamos dormindo?'
'Não. Estamos acordados, imagino. Mas acredito que a cidade esteja dormindo e estejamos zanzando por seus sonhos.'
[...]
'Talvez algum dia eu retorne ao mundo desperto. Estou procurando por alguma rua que conheço na cidade verdadeira - e quando encontrar, andarei por ela até voltar ao mundo real.
É a minha esperança, e rezo por isso. Afinal, é preferível à alternativa.'
'Que seria...'
'A cidade acordar', disse o velho. 'Que ela acorde e...'
[...]
Conheci Robert num vilarejo do litoral escocês, poucos anos depois dos eventos que acabo de relatar.
[...]
'Você teme algum dia voltar aos sonhos da cidade?'
'O que eu temo é o dia em que as cidades acordarão. O dia em que as cidades se levantarão.'
Prefiro acreditar que foi o frio que me fez estremecer, que fiquei sem fôlego apenas porque uma réstia de névoa invadiu minha garganta.
Robert se afastou pela charneca e nunca mais o vi.
Desde então, cruzo as cidades com menos tranquilidade."
Algumas histórias do Gaiman tem a capacidade de me deixar de olhos arregalados todas as vezes que eu as leio. Essa é uma delas. Ramadã é outra. E Mortalha.
Bons sonhos.
Ramadã é tão lindo. "Assim, o seu palácio era o palácio das maravilhas"
Após começar a ler Sandman mudei muito minha visão sobre algumas coisas, esclareci-me muito sobre outras, e em sua homenagem escrevi essa pequena poesia:
O senhor dos sonhos vem buscando seres agonizando e gritando desesperados na realidade,
Tenho que arranjar uma forma imaginativa e elegante de começar as postagens.
Tenho que matar essa sede que estou sentindo hoje.
Tenho que... Fazer a postagem.
Estou fazendo uma limpeza no meu quarto. Achei hoje muitas coisas que nem lembrava que existiam. Achei alguns poemas que escrevi mais ou menos na mesma época que comecei o blog. Eu mudei tanto desde então... E eu percebi que tem muita coisa que não tem título. E esse é o maior problema meu: a maior parte dos e-mails que escrevo não tem título. As postagens, muitas vezes luto para conseguir um bom título.
Uma das coisas que achei foi uma impressão de Instruções, do Gaiman. Pulei de alegria ao vê-lo. Ou vê-la. Imprimi antes da Conrad publicar o Coisas Frágeis 2. A tradução é tão melhor do que o da Conrad!
Percebi também que meu Silêncio dos Inocentes está perdido. E eu não sei qual o ultimo lugar que eu procurarei. (Adoro esse gracejo de Delírio)
Bons sonhos.
Acabei de ter uma ideia: acho que vou dormir lendo Instruções.
Não fosse o fato de eu ter acabado de preparar duas xícaras, seria normal para mim. Aceitável.
O problema é: uma delas ficou parecendo uma água suja, sem gosto de absolutamente nada.
Preparei então a segunda.
Esta ficou razoável, e só isso.
Cheira bem? Sim. Tem cor de café? Sim. Ta quente? Sim. Qual o problema? Não tem feromônios entre eu e ela.
E vou ter que me contentar com isso por enquanto. Mas deixe estar, cafeteira desgraçada... Sua hora vai chegar.
P.S.: sorvete com pó de café fica muito bom. Experimentem.
Parece estranho, né? Milhões de anos sem uma postagem e eu (re)apareço aqui com um "Oi." lacônico. É. Lacônico.
Não saberia dizer porque estou há tanto tempo sem postar. Tenho várias postagens escritas em duas antigas provas. Se bobear tem mais de 10 lá, prontas.
Sei porque eu postei. Recebi uma reclamação bem sutil.
E eu tenho esta postagem meio feita, meio preparada, meio mentalizada há muito tempo, só esperando o gatilho correto para ser digitada. E o gatilho veio.
Um Anel de Möbius. Literalmente.
E retrata uma condição que sempre passa pela minha mente: o Anel de Möbius.
O que é isso? É uma reta que cujas extremidades se tocam. Não tem início nem fim. É uma figura tri-dimensional que só tem um lado. É uma representação de um ciclo. É muito simples de fazer, estepostexplica.
Eu vi no melhor blog que existe a seguinte citação:
“Pensar dói.”
E eu me lembrei de algum tempo atrás, quando conversava com uma amiga sobre uma dor de cabeça fenomenal que tive e eu disse “Só dói quando eu penso”.
E eu preciso dar um chute nisto.
Recordo ainda de uma citação de um outro blog que vi hoje:
"[Um pouco de paz.]"
O que Möbius significa para mim: o ciclo. Meu Desespero, meu/minha Desejo, minha Morte, minha Destruição, meu Sonho, meuDesespero, meu/minha Desejo, minha Morte, minha Destruição, meu Sonho. Para sempre. E quando eu fecho os olhos eu vejo um ventilador e ouço um relógio fazendo Tic Tac Tic Tac Tic Tac. Ensurdecedor.
E eu sei que devo explicar as duas referências: a 1ª é de um filme que assisti há alguns dias, O Palhaço. É bom. Bastante. E a outra foi uma das trocentas postagens que fiz e não coloquei aqui.
E me lembro ainda de uma citação que acabei de me esquecer. Lembrei qual é. É de Sinal e Ruído, outra coisa que me lembra Möbius. O exemplar que está comigo não é meu. "Não me olha assim," Dani.
Em Sandman, mais especificamente em Despertar e sendo bem preciosista, em Exilados, tem essa citação de Ovídio. "Omnia Mutantur, Nihil Interit." É uma citação linda. É perfeita. Significa "Tudo muda, mas nada se perde realmente."
E isso é totalmente verdade. É uma coisa que me lembra Sinal e Ruído. Mas essa citação resume uma boa parte do meu mundo: nada se perde, apesar das constantes mudanças. Essa frase vei uns dois mil anos antes da de Lavoisier, se eu não me engano "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.".
E aqui estou eu, assistindo a uma transformação do meu mundo e dos meus conceitos e de mim mesmo. Não sei o que será de mim.
E há algum tempo atrás eu acho que eu poderia ter dito "Boa noite, pessoal!" antes de começar a postagem, mas é porque eu estou ouvindo The Who agora e... Bem, é The Who. Boa noite, pessoal! A piada do título foi infame e batida, mas eu me divirto tanto... :)
E uma das melhores músicas deles é a classicíssima Won't Get Fooled Again. É a música tema de algum dos CSI, acho que é do Miami. Mas não importa, o que importa é o quão linda e perfeita e correta é a letra. A tradução tá embaixo. Selecionei algumas partes. Dizem que para bom entendedor, meia palavra basta.
Won't Get Fooled Again
We'll be fighting in the streets
With our children at our feet
And the morals that they worship will be gone
And the men who spurred us on
Sit in judgment of all wrong
They decide and the shotgun sings the song
I'll tip my hat to the new constitution
Take a bow for the new revolution
Smile and grin at the change all around me
Pick up my guitar and play
Just like yesterday
And I'll get on my knees and pray
We don't get fooled again
Change it had to come
We knew it all along
We were liberated from the fall that's all
But the world looks just the same
And history ain't changed
'Cause the banners, they all flown in the last war
I'll tip my hat to the new constitution
Take a bow for the new revolution
Smile and grin at the change all around me
Pick up my guitar and play
Just like yesterday
And I'll get on my knees and pray
We don't get fooled again
No, no!
I'll move myself and my family aside
If we happen to be left half alive
I'll get all my papers and smile at the sky
For I know that the hypnotized never lie
Do ya?
There's nothing in the street
Looks any different to me
And the slogans are replaced, by-the-bye
And the parting on the left
Is now the parting on the right
And the beards have all grown longer overnight
I'll tip my hat to the new constitution
Take a bow for the new revolution
Smile and grin at the change all around me
Pick up my guitar and play
Just like yesterday
Then I'll get on my knees and pray
We don't get fooled again
Don't get fooled again
No, no!
Yeah!
Meet the new boss
Same as the old boss
Não Seremos Enganados Novamente
Estaremos lutando nas ruas
Com nossos filhos em nossos pés
E a moral que eles pregam, irá sumir
Eos homens que nos incitaram
Jugam que todos estão errados
Eles decidem e as espingardas cantam o som
Eu tirarei meu chapéu para a nova constituição
Prestarei reverência a nova revolução
Sorrindo sem graça pelas mudanças em minha volta
Pego minha guitarra e toco
Exatamente como ontem
Ai me ajoelho e rezo
Não seremos enganados novamente
A mudança, ela tinha que vir
Nós sabiamos disso o tempo todo
Nós fomes libertados do curral, isto é tudo
E o mundo parece sempre o mesmo
E a história não muda
Porque os banners, eles estavam lançados na última guerra
Eu tirarei meu chapéu para a nova constituição
Prestarei reverência a nova revolução
Sorrindo sem graça pelas mudanças em minha volta
Pego minha guitarra e toco
Exatamente como ontem
Ai me ajoelho e rezo
Não semos enganados novamente
Não, não
Eu saio com minha familia de lado
Caso aconteceça de sairmos meio vivo
Eu pegarei todos meus documentos e sorrirei aos céus
Hoje eu estava pensando sobre a Morte. Sem nenhum motivo em especial, apenas lembrando de algumas teorias sobre ela. Talvez tenha sido devido a uma das minhas últimas postagens e o fato de Pandora ter comentado que a taxa de sobrevivência de alguém ter chegado a zero.
E eu lembrei de As Intermitências da Morte, de Saramago.
"No dia seguinte ninguém morreu. O facto, por absolutamente contrário às normas da vida, causou nos espíritos uma perturbação enorme, efeito em todos os aspectos justificado, basta que nos lembremos de que não havia notícia nos quarenta volumes da história universal, nem ao menos um caso para amostra, de ter alguma vez ocorrido fenómenos semelhante, passar-se um dia completo, com todas as suas pródigas vinte e quatro horas, contadas entre diurnas e nocturnas, matutinas e vespertinas, sem que tivesse sucedido um falecimento por doença, uma queda mortal, um suicídio levado a bom fim, nada de nada, pela palavra nada. Nem sequer um daqueles acidentes de automóvel tão frequentes em ocasiões festivas, quando a alegre irresponsabilidade e o excesso de álcool se desafiam mutuamente nas estradas para decidir sobre quem vai conseguir chegar à morte em primeiro lugar.".
(Sinopse de As Intermitências da Morte. E um trecho também.)
Sexton e Didi
Eu lembrei de Didi hoje. De uma forma completamente diferente da que eu tinha lembrado antes. Lembrei de como ela é. E como eu gosto de pensar que ela é. E eu senti uma profunda saudade dela. E de tudo o que ela representa. E estou me sentindo um pouco como Sexton Furnival.
E não, a postagem não faz muito sentido. É basicamente uma forma de tirar algumas coisas da mente. E de aproveitar o ensejo para dar um aviso: o único outro autor que continua constante está mais louco (podem ler no lugar de louco "alienado de esquerda") do que nunca. Desculpem por isso.