segunda-feira, 23 de setembro de 2013

In Bloom.

Escuto Nirvana.

Não agora, a única coisa que estou ouvindo é o tec tec tec tec das teclas e o som de um ventilador que definitivamente não funciona o suficiente no calor irrefreável que é Salvador, e um tossido ocasional do aspirante a tuberculoso que vos digita. (minha superstição não permitiu que eu dissesse [digitasse] isso sem bater na madeira três vezes. Ou talvez tenha sido na parede.)

Mas ocasionalmente eu escuto Nirvana, mesmo não sendo um grande fã. E eu me lembrei do título dessa música, e achei apropriado (sem contar que soa melhor que a tradução do título dela :P)

Mas isso foi só uma espécie de prelúdio... A postagem real é uma espécie de aviso, ou promessa. Nos últimos tempos tenho escrito muito pouco, quase nada. E há coisa de alguns dias me fiz um desafio/promessa: escrever no mínimo alguma coisa, todos os dias.

Passei os últimos três ou quatro dias pensando sobre uma postagem sobre o Saramago (spoiler alert. Oh, wait! Era para ter sido antes, né?), mas que ainda está bem longe de estar pronta. Mas as ideias estão florescendo.

Para me redimir por usar um título de uma música que não figurou realmente no post, trago uma que fui apresentado já faz coisa de uns três meses, e que não postei aqui ainda.

Deus, como eu queria ouvir The Man Comes Around agora, mas não vou porque se não vou me atrasar pra burro amanhã...

E essa é uma hora tão boa quanto qualquer outra.

"O tempo está sempre acabando para alguém. Quanto tempo nós temos? Cem anos ou muito, muito menos?"


terça-feira, 6 de agosto de 2013

Breve despedida

Eu devo me ausentar sem previsão de volta do blog, talvez em um futuro próximo(ou não) eu retorne, agradeço a todos que leram e comentaram todos os posts, que me acompanharam até aqui, desde o início ou mesmo desde agora, rs rs, então devo finalizar este post e assim me retirar... Até sempre.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Pó.

Olho a Lua.

Está de um amarelo intenso, quase laranja. Ouço Space Bound e me perco admirando-a, reflito sobre uma das primeiras frases de meu filme preferido: "somos humanos porque admiramos as Estrelas ou admiramos as Estrelas porque somos humanos?"

Decidi há alguns dias que vou ouvir Rabbit Heart até odiar.

Não tenho tido muito sucesso. Muito pelo contrário, só tenho pensado em preços e sacrifícios, e na Teoria do Caos.

Mas isso também tem um preço.

E o Sol está para nascer, e eu sinto que já estou me transformando numa estátua de ouro...

"Será que eu tomei o comprimido errado?"

Lua Cheia no céu grego

sábado, 21 de abril de 2012

Mais Que Um Sonho

Essa combina com muitos casais separados não por sua vontade, mas por sua falta de possibilidades, que um dia tem a certeza de que irão se encontrar, eu também tenho e torço por isso, o amor é lindo, e deve prevalecer, é preciso amar para se viver! Em breve, algo bom Algo que podemos compartilhar, entende Podem ser boas notícias, nós podemos compartilhar Alguma coisa está vindo, eu ouço em todo lugar (viva isso) é a história de nossas vidas (acredite nisso) é o jeito que sempre fomos (viva isso) as montanhas podem dividir (acredite nisso) nos podemos chegar ao mar Acredito que podemos mudar Podemos fazer disso mais que um sonho E acredito que podemos mudar Não é tão estranho quanto parece No ar, posso sentir Algo mágico, se tornando real Do outro lado, olhando Venha, jogue os dados e essa noite iremos ganhar (viva isso) é a história de nossas vidas (acredite nisso) é o jeito que sempre fomos (viva isso) as montanhas podem dividir (acredite nisso) nos podemos chegar ao mar Acredito que podemos mudar Podemos fazer disso mais que um sonho E acredito que podemos mudar Não é tão estranho quanto parece Acredito que podemos mudar Podemos fazer disso mais que um sonho E acredito que podemos mudar Não é tão estranho quanto parece Dirigindo pela noite Só você e eu Mais rápido que o pálido brilho da lua Algo está chamando (chamando, chamando) Nos chamando longe Você acredita? O céu é um lugar melhor Nós estaramos lá numa batida de coração Acredito que podemos mudar Podemos fazer disso mais que um sonho E acredito que podemos mudar Não é tão estranho quanto parece Não é tão estranho quanto parece Acredito que podemos mudar Podemos fazer disso mais que um sonho E acredito que podemos mudar Não é tão estranho quanto parece Acredito que podemos mudar Podemos fazer disso mais que um sonho E acredito que podemos mudar Não é tão estranho quanto parece

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Words End.

"Not words, Worlds".

Oi.
Gosto muito desse gracejo do Gaiman em Fim dos Mundos. Na edição brasileira, foi alterado para "Fim dos mudos. Não mudos, mundos", e eu prefiro o original.
Há algumas semanas, me deparei com uma imagem, e eu discordei tanto dela...

Não vou fazer uma outra postagem sobre, literalmente, o fim dos mundos. Lembrei agora de um gracejo em Os Filhos de Anansi. Sobre onde era o fim do mundo e que era também o início, depende apenas da forma omo você olha.

Discordei por causa de um dos contos de Fim Dos Mundos, o "Uma História de Duas Cidades".

"Robert sacudiu a cabeça. 'Passei a vida inteira caminhando pela cidade. Esta não é a cidade, ainda que em certos momentos eu reconheça fragmentos dela, como alguém identificando um verso de um poema familiar num livro que nunca leu.'

O velho pôs a mão sobre o ombro de Robert.
'Esta é a cidade', repetiu.
'Então... Em que parte dela estamos?'

"Acho...' O velho fez uma pausa. O vento soprava frio no alto da ponte. 'Estou aqui há muitos, muitos anos. Quantos, não sei. E nesse tempo todo tive tempo para pensar.
Talvez uma cidade seja um ser vivo. Afinal, todas tem sua própria personalidade.
Los Angeles não é Viena. Londres não é Moscou. Chicago não é Paris. Toda cidade é uma coleção de vidas e construções, e a personalidade de cada uma é única.'

'E daí?'
'Daí que, se uma cidade tem personalidade, talvez também possua alma. Talvez sonhe.
Acho que estamos nisso. Nos sonhos da cidade. É por isso que alguns lugares são quase reconhecíveis. É por isso que quase sabemos onde estamos.'

'Você acha que estamos dormindo?'
'Não. Estamos acordados, imagino. Mas acredito que a cidade esteja dormindo e estejamos zanzando por seus sonhos.'

[...]

'Talvez algum dia eu retorne ao mundo desperto. Estou procurando por alguma rua que conheço na cidade verdadeira - e quando encontrar, andarei por ela até voltar ao mundo real.
É a minha esperança, e rezo por isso. Afinal, é preferível à alternativa.'
'Que seria...'

'A cidade acordar', disse o velho. 'Que ela acorde e...'

[...]

Conheci Robert num vilarejo do litoral escocês, poucos anos depois dos eventos que acabo de relatar.
[...]
'Você teme algum dia voltar aos sonhos da cidade?'
'O que eu temo é o dia em que as cidades acordarão. O dia em que as cidades se levantarão.'
Prefiro acreditar que foi o frio que me fez estremecer, que fiquei sem fôlego apenas porque uma réstia de névoa invadiu minha garganta.
Robert se afastou pela charneca e nunca mais o vi.

Desde então, cruzo as cidades com menos tranquilidade."

Algumas histórias do Gaiman tem a capacidade de me deixar de olhos arregalados todas as vezes que eu as leio. Essa é uma delas. Ramadã é outra. E Mortalha.

Bons sonhos.
Ramadã é tão lindo. "Assim, o seu palácio era o palácio das maravilhas"

sábado, 24 de dezembro de 2011

Um poema para Morpheus

Após começar a ler Sandman mudei muito minha visão sobre algumas coisas, esclareci-me muito sobre outras, e em sua homenagem escrevi essa pequena poesia:

O senhor dos sonhos vem buscando seres agonizando e gritando desesperados na realidade,

Nunca é tarde para ele os salvar,

Sandman.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O título é sempre a pior parte para mim...

Oi.

Tenho que arranjar uma forma imaginativa e elegante de começar as postagens.
Tenho que matar essa sede que estou sentindo hoje.
Tenho que... Fazer a postagem.

Estou fazendo uma limpeza no meu quarto. Achei hoje muitas coisas que nem lembrava que existiam. Achei alguns poemas que escrevi mais ou menos na mesma época que comecei o blog. Eu mudei tanto desde então... E eu percebi que tem muita coisa que não tem título. E esse é o maior problema meu: a maior parte dos e-mails que escrevo não tem título. As postagens, muitas vezes luto para conseguir um bom título.

Uma das coisas que achei foi uma impressão de Instruções, do Gaiman. Pulei de alegria ao vê-lo. Ou vê-la. Imprimi antes da Conrad publicar o Coisas Frágeis 2. A tradução é tão melhor do que o da Conrad!

Percebi também que meu Silêncio dos Inocentes está perdido. E eu não sei qual o ultimo lugar que eu procurarei. (Adoro esse gracejo de Delírio)

Bons sonhos.

Acabei de ter uma ideia: acho que vou dormir lendo Instruções.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Uma necessidade real.

Preciso de um café.

Não fosse o fato de eu ter acabado de preparar duas xícaras, seria normal para mim. Aceitável.
O problema é: uma delas ficou parecendo uma água suja, sem gosto de absolutamente nada.

Preparei então a segunda.

Esta ficou razoável, e só isso.
Cheira bem? Sim. Tem cor de café? Sim. Ta quente? Sim. Qual o problema? Não tem feromônios entre eu e ela.

E vou ter que me contentar com isso por enquanto. Mas deixe estar, cafeteira desgraçada... Sua hora vai chegar.

P.S.: sorvete com pó de café fica muito bom. Experimentem.

domingo, 27 de novembro de 2011

Möbius

Oi.

Parece estranho, né? Milhões de anos sem uma postagem e eu (re)apareço aqui com um "Oi." lacônico. É. Lacônico.
Não saberia dizer porque estou há tanto tempo sem postar. Tenho várias postagens escritas em duas antigas provas. Se bobear tem mais de 10 lá, prontas.
Sei porque eu postei. Recebi uma reclamação bem sutil.
E eu tenho esta postagem meio feita, meio preparada, meio mentalizada há muito tempo, só esperando o gatilho correto para ser digitada. E o gatilho veio.
Um Anel de Möbius. Literalmente.




E retrata uma condição que sempre passa pela minha mente: o Anel de Möbius.
O que é isso? É uma reta que cujas extremidades se tocam. Não tem início nem fim. É uma figura tri-dimensional que só tem um lado. É uma representação de um ciclo. É muito simples de fazer, este post explica.
Eu vi no melhor blog que existe a seguinte citação:
“Pensar dói.”
E eu me lembrei de algum tempo atrás, quando conversava com uma amiga sobre uma dor de cabeça fenomenal que tive e eu disse “Só dói quando eu penso”.

E eu preciso dar um chute nisto.
Recordo ainda de uma citação de um outro blog que vi hoje:
"[Um pouco de paz.]"

O que Möbius significa para mim: o ciclo. Meu Desespero, meu/minha Desejo, minha Morte, minha Destruição, meu Sonho, meu Desespero, meu/minha Desejo, minha Morte, minha Destruição, meu Sonho. Para sempre. E quando eu fecho os olhos eu vejo um ventilador e ouço um relógio fazendo Tic Tac Tic Tac Tic Tac. Ensurdecedor.
E eu sei que devo explicar as duas referências: a 1ª é de um filme que assisti há alguns dias, O Palhaço. É bom. Bastante. E a outra foi uma das trocentas postagens que fiz e não coloquei aqui.

E me lembro ainda de uma citação que acabei de me esquecer. Lembrei qual é. É de Sinal e Ruído, outra coisa que me lembra Möbius. O exemplar que está comigo não é meu. "Não me olha assim," Dani.

noite

que cai
branco
que cai

sombra
que cai

homem
que cai

que cai

sábado, 15 de outubro de 2011

Omnia Mutantur, Nihil Interit.

Boa noite.

Em Sandman, mais especificamente em Despertar e sendo bem preciosista, em Exilados, tem essa citação de Ovídio. "Omnia Mutantur, Nihil Interit." É uma citação linda. É perfeita. Significa "Tudo muda, mas nada se perde realmente."

E isso é totalmente verdade. É uma coisa que me lembra Sinal e Ruído. Mas essa citação resume uma boa parte do meu mundo: nada se perde, apesar das constantes mudanças. Essa frase vei uns dois mil anos antes da de Lavoisier, se eu não me engano "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.".

E aqui estou eu, assistindo a uma transformação do meu mundo e dos meus conceitos e de mim mesmo. Não sei o que será de mim.

Bons sonhos.

Boas mudanças.

P.S.: achei essa postagem perfeita.
http://filosofandoamarteladas.blogspot.com/2009/05/omnia-mutantur-nihil-interit.html